<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279</id><updated>2012-02-11T06:40:02.215-08:00</updated><category term='Gurgel de Oliveira'/><title type='text'>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>70</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-5876808095415909207</id><published>2012-02-11T05:13:00.000-08:00</published><updated>2012-02-11T06:40:02.228-08:00</updated><title type='text'>A QUADRA DOS SONHOS - PARA LILIANE REIS</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A quadra da escola estava cheia. A moça, vestida de menina dos anos quarenta e muito brilho nos olhos, rodopiava por entre sambas e corpos marcados pelo suor e tatuagens. O Rio de Janeiro estava quente e quase tudo era azul e branco. A tarde nos olhava com fúria e as retinas do sambista enfeitavam  rostos  e cicatrizes. E a menina corria em busca dos melhores ângulos e momentos mais tensos , sempre adornada pelos anjos que cercam a sua alma de doces , tecidos e frutas. E o tempo passava . A bateria me deixava surdo e falávamos com as mãos e sorrisos. Tudo era música e comemorações. Feijão e cerveja por todos os lados. O Sol jogava alegria e promessas de novos verões. E a menina corria com um chapéu  que lembrava as missas de domingo nas igrejinhas da Bahia. Velhas cidades e fotografias. E o samba comia e bebia. Fiz um trabalho bem legal, com equilíbrio e força. A menina sumiu. Partiu num barquinho de papel  , gritavam pela quadra. Será que aportou em alguma letra de samba? Não sei! A festa acabou e algumas pessoas dizem que foi tudo fantasia. Coisas de menina antiga que navega pela vida em barquinhos coloridos, bordando arcanjos  e poesia.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gurgel de Oliveira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-5876808095415909207?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/5876808095415909207/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2012/02/quadra-dos-sonhos-para-liliane-reis.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/5876808095415909207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/5876808095415909207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2012/02/quadra-dos-sonhos-para-liliane-reis.html' title='A QUADRA DOS SONHOS - PARA LILIANE REIS'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-5964725024288997706</id><published>2012-01-30T06:10:00.000-08:00</published><updated>2012-02-01T06:28:40.233-08:00</updated><title type='text'>"MEMÓRIAS DE ADRIANO" -  (Para o amigo Adriano Padilha)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já faz algumas décadas que o céu não é mais o mesmo aos olhos do menino que brincava com as nuvens. As noites na cidade grande nos impedem de olhar estrelas e o progresso que nos reveste apagou o lúdico e o que restou da poesia. Estive algumas vezes com o menino guardião das galáxias e das figuras de algodão que dançam sobre as nossas cabeças. A bordo de conversas sobre deuses e SEMIÓTICA, passamos algumas tardes construindo navios e outros meios de transporte que nos levassem à Idade Média e a  outros tempos imemoriais...Só para não deixar que o anoitecer, de dentes afiados e retalhos de verdade,  tirasse nossas  fantasias  onde os sábios, sarcófagos e Afrodite, nos faziam acreditar que o mundo não é apenas uma cama forrada com gelo e circundada por fantasmas e outras criaturas da escuridão. Numa tarde de verão, quando o sol anunciava a sua despedida por mais um dia de trabalho, fomos ao castelo onde vive a família do menino e uma caixinha de preciosidades. Comemos e conversamos muito. Observei a cidade do alto e me senti protegido dos estômagos indigestos que se escondem no aconchego das esquinas. Cheguei ao baile e já era noite. O navio era branco como o céu de outros verões. No rosto, uma máscara inspirada nos carnavais de Veneza. Nas mãos, três cristais encantados, antigos moradores da caixinha de preciosidades, só para não perder a poesia.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gurgel de Oliveira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-5964725024288997706?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/5964725024288997706/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2012/01/memorias-de-adriano.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/5964725024288997706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/5964725024288997706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2012/01/memorias-de-adriano.html' title='&quot;MEMÓRIAS DE ADRIANO&quot; -  (Para o amigo Adriano Padilha)'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-4958762180316546911</id><published>2012-01-05T06:43:00.000-08:00</published><updated>2012-01-05T08:09:27.980-08:00</updated><title type='text'>"Tempo de Baile" - Para Mourão Cavalcante</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um beijo de princesa está colado ao teto de madeira da nossa casa. Poemas de escritores não conhecidos se desprendem do pijama e enchem os vasos noturnos de angústia e tardes não dormidas. O refluxo rasga o estômago da criança morta e a sala principal anuncia velórios  só para matar o tempo. O nome do livro é Tempo de Baile! O escritor retira frases de cidades frias e recria assassinatos nos sítios históricos que descansam no mapa. Para qual dos lados teremos que olhar agora? Existem sepulturas estampadas nos doces de sofrimento de Cora Coralina e as pontes de Goiás não protegem mais os rios. Somos os donos dos nossos fantasmas que só adormecem depois da meia noite, quando o Sol se esconde embaixo do travesseiro com medo dos ataques da Lua. É tempo de bailar o tempo e esconder as máscaras nos rostos que não dizem verdades. Existe mesmo a verdade ou tudo não passa de um sonho embriagado pela saliva da dança? Em qual dos bailes perdemos o jeito de dançar e lamber feridas abertas? Perguntemos ao escritor... Foi ele  o criador da festa.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gurgel de Oliveira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-4958762180316546911?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/4958762180316546911/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2012/01/tempo-de-baile-para-mourao-cavalcante.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/4958762180316546911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/4958762180316546911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2012/01/tempo-de-baile-para-mourao-cavalcante.html' title='&quot;Tempo de Baile&quot; - Para Mourão Cavalcante'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-9195864738123412243</id><published>2011-06-07T08:33:00.000-07:00</published><updated>2011-07-11T12:08:50.125-07:00</updated><title type='text'>A SENHORA DA MAGIA - DONA SINHÁ</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;DONA SINHÁ entende mundos e pessoas de formas diversas e esconde  caminhos e  encantos, por entre as  linhas desenhadas nas palmas das mãos . Manipula energias só conhecidas pelos índios XAMÃS da América do Norte,  para atrair espríritos que habitam dimensões não perceptíveis e    só visualizadas por olhos treinados na tradição daqueles povos. Para DONA SINHÁ  a intuição é uma arma com a qual podemos rabiscar  e acariciar o destino, tornando o ninho  da nossa alma menos vulnerável ao medo e aos ataques dos leopardos. DONA SINHÁ é feiticeira! Dedica a sua vida ao tempo  real e às forças que dão cores aos sonhos das crianças cegas e  estimuladas durante o sono pelos gatos de pelos claros que saltam dos travesseiros e evocam os gemidos,  quase moribundos,  que pingam sobre os dedos e  dão forma ao semblante da morte. DONA SINHÁ faz brinquedos com a água...Molha as rugas do rosto com o choro das cachoeiras e borda os sonhos das matas com o azul quase celeste que dança no fundo do mar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GURGEL DE OLIVEIRA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-9195864738123412243?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/9195864738123412243/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2011/06/senhora-da-magia-dona-sinha.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/9195864738123412243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/9195864738123412243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2011/06/senhora-da-magia-dona-sinha.html' title='A SENHORA DA MAGIA - DONA SINHÁ'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-5622388310242552118</id><published>2011-06-06T09:05:00.000-07:00</published><updated>2011-06-06T09:11:23.364-07:00</updated><title type='text'>A CIDADE, SONOLENTA, FOI TRAGADA PELAS FEITICEIRAS</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-E3pjUBtDg0E/Tez7sgoSqlI/AAAAAAAAAFA/Bn8x521DW0E/s1600/PQAAAJ2O6k0A-fGM8K1aq1ulEsdmeJTZdC-cuLrz_kyAzPDJAFpcSnK5o_qh2ceiTjoqcsN4b8hiPFwucmfsjZyylywAm1T1UBDunRIOlDKxcXkJbGoCjbTFzJSt.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; 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Nossas crenças são testadas e renovadas a cada suspiro da luz que ilumina as tardes de Outono , embaladas pela brisa e sopros de magia, como se os nossos olhos fossem acariciados por mãos divinas e preparados para um novo amanhã. Não conheci o SENHOR NENÉU, que dizia ter viajado à lua com os astronautas a bordo de um grande foguete e que o Sol era frio como blocos de gelo perdidos na imensidão do espaço. Caçador e apaixonado por aventuras de tirar o fôlego, SEU NENÉU descia o RIO PARAGUAÇU e explorava florestas em busca de onças, jacarés e aves de um exotismo tão peculiar que enchia de cores o imaginário de crianças, adultos e velhos amantes das fantasias só possíveis às pessoas que têm jardins e ternura no coração. SEU NENÉU tinha um mundo próprio , onde o Sol era inverno e a Lua um universo alcançável. Numa noite de verão, em Cruz das Almas, reencontrou Lampião, o temido cangaceiro que desafiou o fogo e fez história no SERTÃO, numa época em que um bom facão ditava as regras e calava bocas e corpos em desencanto. Hoje os dias e as noites brilham diferente. Seu NENÉU partiu para mundos distantes e já faz bastante tempo que não manda notícias. Será que está na TERRA DO NUNCA enfrentando piratas e gigantes do mar? Isso eu não sei! Mas de uma coisa eu tenho certeza: o velhinho encantado está num lugar onde os desejos e os sonhos duram para sempre e as onças, jacarés e outras caças têm o cheiro das rosas brancas e o sabor da verdadeira saudade.&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;Gurgel de Oliveira&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-4612128281216404732?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/4612128281216404732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2011/04/manoel-de-azevedo-silva-e-outros.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/4612128281216404732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/4612128281216404732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2011/04/manoel-de-azevedo-silva-e-outros.html' title='Manoel de Azevedo Silva e Outros Encantos Possíveis'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Ggu35zgnoT4/TbA-nH3IY2I/AAAAAAAAAEU/MOdDA3s-z9o/s72-c/Neneu.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-3235041140733498989</id><published>2011-03-25T09:28:00.000-07:00</published><updated>2011-03-31T11:56:32.301-07:00</updated><title type='text'>LEMBRANÇAS PARA SIMONE WEIL</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-XjCUi9hVHYI/TZS2SptssDI/AAAAAAAAAEM/EsgD6y1E08w/s1600/memoriales_2010_08_13_simone_weil.260x180.jpg"&gt;  &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-XjCUi9hVHYI/TZS2SptssDI/AAAAAAAAAEM/EsgD6y1E08w/s1600/memoriales_2010_08_13_simone_weil.260x180.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 173px; height: 180px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-XjCUi9hVHYI/TZS2SptssDI/AAAAAAAAAEM/EsgD6y1E08w/s320/memoriales_2010_08_13_simone_weil.260x180.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5590293469025054770" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ano é mil novecentos e trinta. A China tem fome e os mandarins clamam por justiça em praças e templos tocados pelos deuses. Simone Weil corre e atormenta os corredores da Sorbone a procura da amiga, a outra Simone que, dia após dia, luta para descobrir um sentido para a vida dos homens. As noites são  de chuva e as ruas são enfeitadas por pessoas com roupas sem cores, dor e ressentimentos. As causas humanitárias estampam jornais e as paredes das esquinas acolhem os protestos e o inconformismo dos estômagos quase sempre vazios. Simone Weil submete o corpo à extremas privações. A outra Simone escreve sem parar e mata a fome com brioches e poemas importados de Dublin. Artistas e prostitutas trocam afagos e marroquinos  servem de molde para as intenções nem sempre reveladas dos artistas que buscam brilho e notoriedade. O tempo passa e chegam as noites de calor e bebidas de origens  não conhecidas. É verão no Velho Mundo e os líderes não se entendem. As farras nos cabarés se intensificam e a arte toma rumos nunca vistos. Simone Weil grita pelas ruas inglesas e marca o corpo com sangue e trapos retirados da pele  dos anjos. A outra Simone escreve sem parar e entorpece a alma, para que os sentidos do olhar  não adormeçam diante do caos.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gurgel de Oliveira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-3235041140733498989?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/3235041140733498989/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2011/03/lembrancas-para-simone-weil.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/3235041140733498989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/3235041140733498989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2011/03/lembrancas-para-simone-weil.html' title='LEMBRANÇAS PARA SIMONE WEIL'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-XjCUi9hVHYI/TZS2SptssDI/AAAAAAAAAEM/EsgD6y1E08w/s72-c/memoriales_2010_08_13_simone_weil.260x180.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-2199784299074534819</id><published>2011-02-09T06:34:00.000-08:00</published><updated>2011-02-09T08:22:10.006-08:00</updated><title type='text'>BUSCANDO OS SENTIDOS - PARA O ARTISTA PERFORMÁTICO ZMÁRIO</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Corpos sem órgãos correm por entre muros e buscam o azul. O quarto do hospital abriga moluscos, frascos  sem água, travesseiros e sonolência. O artista briga com a própria imagem e raspa os pelos próximos ao peito e distantes  do umbigo. Repensar a imagem diante dos espelhos resgata dores e tosses passadas. Gripes não foram curadas e os olhos doem diante das deusas e outras entidades engessadas pelo cansaço do tempo. Escadas são dispostas no altar de talha barroca e objetos de prata que não encantam e perderam  o brilho. Igrejas se desprendem dos fios que delineiam a memória e as propostas do artista. É o fim da jornada. Bonecos de plástico são mutilados e mergulhados em sangue. Cartolas e perucas enfeitam o necrotério e cobrem a tarde com as cores da&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; morte&lt;/span&gt;. Em Paris, próximo da torre de ferro, um filme de Michael Derek Jarman é enterrado e padres franceses se rendem ao silêncio. Para sempre beberemos ilhas e  mares. Para sempre buscaremos o  sentido do azul.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gurgel de Oliveira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-2199784299074534819?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/2199784299074534819/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2011/02/buscando-os-sentidos-para-o-artista.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/2199784299074534819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/2199784299074534819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2011/02/buscando-os-sentidos-para-o-artista.html' title='BUSCANDO OS SENTIDOS - PARA O ARTISTA PERFORMÁTICO ZMÁRIO'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-9157484136386320482</id><published>2011-02-04T04:18:00.000-08:00</published><updated>2011-02-04T08:37:28.754-08:00</updated><title type='text'>JOHN CHEEVER</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/TUwqg259uEI/AAAAAAAAAD0/iq-ES57igAs/s1600/10358306.jpeg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 306px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/TUwqg259uEI/AAAAAAAAAD0/iq-ES57igAs/s320/10358306.jpeg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5569873583133276226" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Casas de subúrbio abrigam casais que não se encontram. Acidentes em estradas americanas separam irmãos para sempre e causam sofrimento aos segredos alheios. O mundo do escritor John Cheever é permeado de realidades que não são palpáveis e nos causam estranhamento. O rádio da sala transmite ruídos dos vizinhos. Hóspedes indesejáveis aportam com malas repletas de vidas sem eixo e mapas de felicidade. Luzes apagam e acendem noites flambadas com álcool e sangue de pássaros em extinção. E os becos de Nova York amanhecem molhados com portões de ferro jogados no chão e escorados nos muros idealizados pelos grafiteiros que não dormem. Universos estranhos são comuns nas páginas manuscritas de letras recicladas e despedidas. Casacos de peles causam sensações de  repulsa e virilidade,  enquanto as velas se apagam e deixam as ruas da cidade idealizada pela tinta sem rosto e pálpebras. O medo se espalha no elevador e o mundo redescobre  pistas de crimes e vísceras. É o amanhecer que brota da caneta quase em silêncio e reverencia a força do sol.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gurgel de Oliveira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-9157484136386320482?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/9157484136386320482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2011/02/john-cheever.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/9157484136386320482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/9157484136386320482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2011/02/john-cheever.html' title='JOHN CHEEVER'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/TUwqg259uEI/AAAAAAAAAD0/iq-ES57igAs/s72-c/10358306.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-5447854575863785446</id><published>2011-02-01T07:01:00.000-08:00</published><updated>2011-02-14T03:57:22.639-08:00</updated><title type='text'>ANSELM KIEFER</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/TUgx3y9_LpI/AAAAAAAAADg/cp9ee-Yu2iU/s1600/AnselmKiefer%2BAshenblume%2B2004.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 305px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/TUgx3y9_LpI/AAAAAAAAADg/cp9ee-Yu2iU/s320/AnselmKiefer%2BAshenblume%2B2004.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5568755773887950482" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Câmaras frigoríficas preservam os corpos idealizados e congelados por Anselm Kiefer , numa instalação que relembra perversão e crueldade nos campos alemães. Vagões de carga são esvaziados pelas mãos do tempo como casas judias saqueadas pela descrença e pichadas com as pinceladas da ignorância que devastou parques e condenou árvores que serviram de abrigo para vivos e mortos. A performance fotográfica impressiona pela dimensão e o conteúdo que denuncia e resgata a força das mães que perderam filhos e ganharam traumas e caixinhas de saudade. E a galeria brilha na rua que clama pelo prazer diluído  na urina, fezes e esperma que brotam dos canos quebrados espalhados pelo quarteirão. É assim a arte e seus apelos estéticos intensificados pelo nosso olhar: bela e fétida!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gurgel de Oliveira&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-5447854575863785446?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/5447854575863785446/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2011/02/anselm-kiefer.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/5447854575863785446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/5447854575863785446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2011/02/anselm-kiefer.html' title='ANSELM KIEFER'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/TUgx3y9_LpI/AAAAAAAAADg/cp9ee-Yu2iU/s72-c/AnselmKiefer%2BAshenblume%2B2004.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-4407045364844794396</id><published>2011-01-25T06:53:00.000-08:00</published><updated>2011-02-01T03:54:46.484-08:00</updated><title type='text'>KATHERINE MANSFIELD</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/TUf0ZCL8DAI/AAAAAAAAADI/vIVMRscQWk4/s1600/catharine.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 256px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/TUf0ZCL8DAI/AAAAAAAAADI/vIVMRscQWk4/s320/catharine.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5568688175187758082" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A menina irlandesa não identificada tem cemitérios ao redor dos olhos e contos escritos por Katherine Mansfield presos ao vestido de renda inglesa,  presente do  primo londrino na primavera  do começo do século. A chuva cai e molha o rosto e a pele que reveste o corpo com cicatrizes e feridas de guerra que marcam as pernas e sujam as meias de lama e fragmentos de bombas. As folhas de papel se desprendem do vestido e mancham de tinta a cama adornada pelos odores de morte que vão sufocar a Europa nas próximas décadas. A menina decifra o futuro nas mãos da amiga que prepara sopa e creme de legumes. E o tempo grita aos ventos que é hora de acordar e preparar o sol para momentos felizes. Katherine escreve sobre pães e pessoas que não comem. Na Irlanda, meninas sem nomes  procuram caminhos  numa lista afixada no muro da escola e aguardam notícias das mães que morreram surdas, sufocadas pelas ondas do rio que corta a cidade e congela a sensação de dor que acompanha o verão.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gurgel de Oliveira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-4407045364844794396?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/4407045364844794396/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2011/01/katherine-mansfield.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/4407045364844794396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/4407045364844794396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2011/01/katherine-mansfield.html' title='KATHERINE MANSFIELD'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/TUf0ZCL8DAI/AAAAAAAAADI/vIVMRscQWk4/s72-c/catharine.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-2603998675350117346</id><published>2010-12-14T07:29:00.000-08:00</published><updated>2010-12-14T10:55:51.126-08:00</updated><title type='text'>TREBLINKA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Treblinka não cabe na poesia. A máquina da morte causa calafrios e medo aos que chegam nos trens abarrotados de gente e sentimentos infantis esmagados pela dor que causa cansaço e falta de ar. O cheiro nos vagões é de peles queimadas e corpos sem banhos cobertos com mantas que não prometem conforto. A paisagem é branca e não se adapta ao carinho e ao choro presos nas fotografias escondidas em sacos de papel .  O senhor  Ami chegou a Varsóvia em 1943. Era outono e o céu não prometia dias melhores nem lírios d'Água. As folhas cobriam o chão  da Polônia  com um amarelo que também não cabe na poesia. Pessoas viram  números em Treblinka e as roupas listradas trabalham duro para manter o medo em segredo. O senhor Ami chega ao CAMPO DA MORTE em setembro de 1943. Valas e carne queimada fazem parte dos dias que não acabam nunca. Funcionários alemães e ucranianos caminham de um lado para o outro e tentam manter a ordem.  A  SOLUÇÃO FINAL foi posta em prática de forma impiedosa, com máscaras e gás. O senhor Ami olha os corpos e lembra da família esquecida em algum beco de Berlim. A noite  acorda e mostra a  cara aos que insistem em dormir . O pavor se renova a cada instante. O senhor Ami não respira mais e cinzas são misturadas à areia.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gurgel de Oliveira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-2603998675350117346?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/2603998675350117346/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2010/12/treblinka.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/2603998675350117346'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/2603998675350117346'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2010/12/treblinka.html' title='TREBLINKA'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-3094576472447041482</id><published>2010-11-12T09:38:00.000-08:00</published><updated>2010-11-12T09:38:27.546-08:00</updated><title type='text'>DEVANEIOS   SANDRO PIMENTEL</title><content type='html'>&lt;object style="background-image: url(http://i4.ytimg.com/vi/cSGtbT7BSxg/hqdefault.jpg);" width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/cSGtbT7BSxg?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/cSGtbT7BSxg?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" allowscriptaccess="never" allowfullscreen="true" wmode="transparent" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-3094576472447041482?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/3094576472447041482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2010/11/devaneios-sandro-pimentel.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/3094576472447041482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/3094576472447041482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2010/11/devaneios-sandro-pimentel.html' title='DEVANEIOS   SANDRO PIMENTEL'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-552727437609992602</id><published>2010-11-11T10:50:00.000-08:00</published><updated>2010-11-12T06:09:25.292-08:00</updated><title type='text'>LOUISE LABÉ</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; "Debate da Loucura e do Amor"&lt;/span&gt;, a autora explora a sensualidade, o direito ao sexo livre e à liberdade de  pensar, através de metáforas e sutilezas que nos remetem a um mundo de encantos e coisas não reais. Louise, a cordoeira que devorava homens através de sonetos, depravação e máscaras, incomodou e acirrou discussões entre uma classe social que preservava o conservadorismo e promovia festas com muito cristal, fermentados e anéis  de procedência cobiçada -  em solo francês libertado da escuridão que iluminou a Idade Média. Seus escritos  exalam orgias, desejos não realizados, inveja  e traições acobertadas por cortinas de veludo e destilados de efeitos alucinógenos. Louise falava e escrevia em latim e italiano ,  estudou música e esgrima, um esporte praticado exclusivamente por  homens - pelo menos no século dezesseis. A nova Safo, como também era chamada pelos amigos que produziam literatura, lutou por educação e pelo direito de uma mulher escolher o parceiro com o qual pretendia dividir o corpo e a cama. Pessoas como Louise, que não temem comportamentos e mentalidades rudimentares, quando morrem,  ou vão para o céu ou para uma colônia onde vivem os espíritos que tentaram mudar o mundo e experimentar novos  sabores.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gurgel de Oliveira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-552727437609992602?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/552727437609992602/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2010/11/louise-labe.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/552727437609992602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/552727437609992602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2010/11/louise-labe.html' title='LOUISE LABÉ'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-3414000992355399409</id><published>2010-11-10T10:32:00.000-08:00</published><updated>2010-11-10T10:32:31.285-08:00</updated><title type='text'>DEVANEIOS - Elias Santos</title><content type='html'>&lt;object style="background-image: url(http://i1.ytimg.com/vi/tTY7_a_CNqo/hqdefault.jpg);" width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/tTY7_a_CNqo?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/tTY7_a_CNqo?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" allowscriptaccess="never" allowfullscreen="true" wmode="transparent" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-3414000992355399409?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/3414000992355399409/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2010/11/devaneios-elias-santos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/3414000992355399409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/3414000992355399409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2010/11/devaneios-elias-santos.html' title='DEVANEIOS - Elias Santos'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-5345001327595882718</id><published>2010-11-10T10:30:00.000-08:00</published><updated>2010-11-10T10:30:27.780-08:00</updated><title type='text'>DEVANEIOS - Ramiro Bernabó</title><content type='html'>&lt;object style="background-image: url(http://i1.ytimg.com/vi/T3UNeOh1vOg/hqdefault.jpg);" width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/T3UNeOh1vOg?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/T3UNeOh1vOg?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" allowscriptaccess="never" allowfullscreen="true" wmode="transparent" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-5345001327595882718?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/5345001327595882718/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2010/11/devaneios-ramiro-bernabo_10.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/5345001327595882718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/5345001327595882718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2010/11/devaneios-ramiro-bernabo_10.html' title='DEVANEIOS - Ramiro Bernabó'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-8036349025304410114</id><published>2010-11-10T07:13:00.000-08:00</published><updated>2010-11-10T12:31:30.997-08:00</updated><title type='text'>Dona Joana Rezadeira...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dona Joana das Ervas é muito conhecida no povoado como a velhinha rezadeira. Cura espinhela caída, tosse seca e outras  enfermidades que atacam as crianças e também os adultos que moram próximos e nos vilarejos distantes. As estradas são de terra batida e a vegetação é rasteira, com muitos espinhos e muitas estórias contadas e cantadas nas rodas de viola organizadas pelos moradores e os repentistas do local. O olhar de dona Joana parece água do mar. Suas retinas escondem as verdades que não podem ser pronunciadas e serão guardadas para sempre como segredos dissecados e empalhados para que não percam as suas formas. As mãos de dona Joana têm rugas, manchas e o cheiro dos corpos com os quais já caminharam pelos mundos dos mistérios que só ela conhece. Na sala da casa onde ela mora tem um altar forrado com papel e docinhos de frutas que enfeitam as imagens e revestem de alegria a auréola do anjinho de gesso. Ao lado, na parede próxima do quarto, um retrato com moldura oval vigia os corredores e a porta da rua. É a foto de dona Joana  rezada pelos espíritos e abençoada pelos mensageiros  do sono. Parece guardar o povoado na estampa do vestido que foi comprado na feira de todos os sábados pelo filho que sumiu quando buscava ervas  na mata próxima do rio. Dizem que foi levado pela Mãe d'àgua e hoje mora numa pedra junto da cachoeira.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gurgel de Oliveira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-8036349025304410114?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/8036349025304410114/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2010/11/dona-joana-rezadeira.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/8036349025304410114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/8036349025304410114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2010/11/dona-joana-rezadeira.html' title='Dona Joana Rezadeira...'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-2441033878594769235</id><published>2010-10-19T09:03:00.000-07:00</published><updated>2010-10-26T11:09:01.275-07:00</updated><title type='text'>INANA, O ORÁCULO DO CRESCENTE FÉRTIL</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/TL3dpaF66_I/AAAAAAAAAC8/wvgYk6i1u84/s1600/6-+Escrita+cuneiforme.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 303px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/TL3dpaF66_I/AAAAAAAAAC8/wvgYk6i1u84/s320/6-+Escrita+cuneiforme.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5529819620929367026" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os rios TIGRE e EUFRATES , área integrante do CRESCENTE FÉRTIL, os sumérios  construíram barragens, canais de irrigação e diques que concentravam uma grande quantidade de argila, matéria-prima usada na fabricação de utilitários, artesanato e placas onde estão impressas ideias e significados do pensamento daquele povo, através  da escrita cuneiforme. Politeísta, a sociedade suméria  acreditava em várias divindades ligadas aos fenômenos da natureza e aos sentimentos humanos como o amor, o ódio e a vaidade ,  por exemplo. INANA,  a deusa mais popular da época, luz da MESOPOTÂMIA , era sinônimo de austeridade, sensualidade e magnetismo que evocava  e seduzia o mais descrente dos mortais. Construtores e arquitetos de muito talento, os sumérios projetaram  e edificaram CIDADES-ESTADO como ERIDU, URUK, KISCH, NIPUR e UR, templos artísticos e funcionais que impressionaram a antiguidade entre os anos quatro mil e mil novecentos e cinquenta antes de CRISTO. Os ZIGURATES, enormes construções de formatos piramidais, serviam para guardar grãos e, hoje, o que sobrou impressiona turistas curiosos e estudiosos de civilizações que não desvendaram os seus segredos ao mundo contemporãneo.Os sumérios e o seu território foram surpreendidos pelos AMORITAS e ELAMITAS, invasores de orígem persa, por volta do ano  de mil novecentos e cinquenta antes de CRISTO. Nem a DEUSA INANA, com toda a sua força e fúria de mulher e oráculo conseguiu impedir o massacre. Está tudo registrado nas placas de argila espalhadas pelos museus do mundo. O barro é como o olhar de INANA...simples e revelador.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gurgel de Oliveira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-2441033878594769235?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/2441033878594769235/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2010/10/inana-o-oraculo-do-crescente-fertil.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/2441033878594769235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/2441033878594769235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2010/10/inana-o-oraculo-do-crescente-fertil.html' title='INANA, O ORÁCULO DO CRESCENTE FÉRTIL'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/TL3dpaF66_I/AAAAAAAAAC8/wvgYk6i1u84/s72-c/6-+Escrita+cuneiforme.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-8095780961010515097</id><published>2010-10-11T06:40:00.000-07:00</published><updated>2010-10-13T11:12:09.834-07:00</updated><title type='text'>Sobre o Mito de Sísifo e Amendoeiras...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/TLMlj3lZoNI/AAAAAAAAAC0/4W0PlG_H38M/s1600/250px-Punishment_sisyph.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 250px; height: 272px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/TLMlj3lZoNI/AAAAAAAAAC0/4W0PlG_H38M/s320/250px-Punishment_sisyph.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5526802465860198610" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um homem busca unidade e sentido no amanhã que nos empurra para a morte. A pedra é carregada nos ombros e acomodada no topo da montanha para depois ser arremessada e transportada  novamente. Sísifo não cansa e os seus braços e pernas  movem máquinas e rostos desprovidos de pele, dentes e lábios.  Realizar o absurdo é espantar o desejo suicida do estudante ausente que deixa a sala de aula para viver o vazio ao pé da amendoeira. Dias cheios, tardes com neblina  e noites insones. É assim o universo desinteressante que brota das páginas de jornais e capas de revistas. O mundo em desequilíbrio que estimula o nascimento das árvores e seduz jovens   ávidos por folhas e  coisa nenhuma. Retrato de um sentimento que faz doer na alma a canção primaveril que não foi cantada. Sísifo carrega a pedra e maltrata o corpo e os músculos com movimentos repetidos e golpes. O aluno  adormece nos lençóis de amêndoas  e sua mochila é azul e presente na aula sobre homem e comunicação. A noite se cansa e chora pedindo aos deuses que amanheça novamente. Sísifo carrega pedras e pensa em construir futuros. O estudante suspira e escreve frases suspeitas no chão de folhas secas. É assim a vida... absolutamente sem sentido e morna.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gurgel de Oliveira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-8095780961010515097?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/8095780961010515097/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2010/10/um-homem-busca-unidade-e-sentido-no.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/8095780961010515097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/8095780961010515097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2010/10/um-homem-busca-unidade-e-sentido-no.html' title='Sobre o Mito de Sísifo e Amendoeiras...'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/TLMlj3lZoNI/AAAAAAAAAC0/4W0PlG_H38M/s72-c/250px-Punishment_sisyph.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-9052596651349147431</id><published>2010-10-04T06:02:00.000-07:00</published><updated>2010-10-07T10:06:01.430-07:00</updated><title type='text'>YUKIO MISHIMA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A ideia abstrata da beleza perfeita incomoda o  escritor. O barulho dos aviões de guerra deslizam pela caneta e mancha o texto tantas vezes escrito. A ausência perturba e resgata momentos absolutos de tristeza e solidão. E o brilho do Pavilhão Dourado reflete a infância de perversidade e tirania, numa aldeia de casinhas brancas e simplicidade  perto de Tokio. A espada do Samurai mira o aparelho digestivo e retalha a carne com músculos e sangue. E o ideal de beleza inunda tapetes e travesseiros que exalam sakê e sushi. Para sempre seremos animais com fome e dores vertebrais; observadores do lixo que brota dos seres humanos e dos contos de Mishima. Para sempre tentaremos matar a fome do outro que está preso ao  espelho. Até que o tempo nos traga a areia do deserto    que esconde as almas  das crianças que morreram abraçadas ao silêncio.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gurgel de Oliveira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-9052596651349147431?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/9052596651349147431/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2010/10/yukio-mishima.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/9052596651349147431'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/9052596651349147431'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2010/10/yukio-mishima.html' title='YUKIO MISHIMA'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-8255579542815784383</id><published>2010-09-17T05:36:00.000-07:00</published><updated>2010-09-17T08:56:10.502-07:00</updated><title type='text'>Valéria Messalina e Patrícia Galvão: sexo e ideologia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Valéria está presa ao sarcófago por ordem  do IMPERADOR. O homem nu segura um caduceu e conduz o cachorro de pelos brancos ao leito do rio. O SENADO discute o destino de ROMA e os caminhos pelos quais caminham REIS e escravas da Núbia .   Patrícia Galvão levanta bandeiras e grita o feminismo na cidade de São Paulo. Valéria é amordaçada e espancada no castelo da devassidão e luxúria, e os seus peitos são servidos em bandejas forradas com sangue e restos de festa. Pagu escreve resenhas e defende o uso, o desuso e os abusos dos batons de cores vermelhas. Modernos e simpatizantes elegem o cubismo e Pablo Picasso  como mais uma arma de guerra. Valéria é banhada  com o leite das cabras, o esperma dos etíopes e é  levada em  liteiras  para mais uma sessão de sexo e vinho. Patrícia Galvão é presa e torturada, acusada de práticas comunistas e traição ao ESTADO NOVO.  Valéria é jogada aos leões nas arenas estimuladas por pão, circo, alabastro e poder. Patrícia  é detida mais uma vez e pensa, seriamente, em fazer teatro e escrever jornais. Valéria Messalina pratica prazeres carnais e diz não estar satisfeita. Mulheres valentes  em diferentes épocas e contextos. Quedas de IMPÉRIOS, mortes e ideologias massacradas pelos VARGAS. Desistir jamais!  Era o lema. Valéria, segunda esposa de CLÁUDIO,  foi comida por todo  um IMPÉRIO e assassinada no auge do gozo. Patrícia, a nossa Pagu,  partiu cancerosa nos braços de HERMES, o anjo mitológico das almas, levando no rosto batons, leitos de rios, cachorros e homens nus.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gurgel de Oliveira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-8255579542815784383?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/8255579542815784383/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2010/09/valeria-messalina-e-patricia-galvao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/8255579542815784383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/8255579542815784383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2010/09/valeria-messalina-e-patricia-galvao.html' title='Valéria Messalina e Patrícia Galvão: sexo e ideologia'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-2953149251186864898</id><published>2010-09-13T04:28:00.000-07:00</published><updated>2010-09-13T07:27:02.286-07:00</updated><title type='text'>Serial Killer</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um véu de neblina encobre as árvores do parque florestal. Stefhany receia ser a próxima vítima e busca refúgio nos lençóis que cheiram a febre e fome. Retalhos de lembranças escorrem pelas venezianas e adornam a lareira com pêssegos, tâmaras e poesia. E a sonolência da rua ecoa na fisionomia torturada do busto assentado na praça. Mais crianças mortas amanhecem no parque...sem cabeças, braços e vísceras. As árvores lacrimejam e as folhas de tons amarelos rastejam no chão e rabiscam o outono. O vestido de Stefhany é encontrado em vasos repletos de lírios d'água e recortes de fotografias. Existe um cemitério preso nas pálpebras do anjo ausente. E um grito de dor vasculha as estradas e fronteiras do além. Um véu de neblina encobre o rosto da criança morta. E o parque florestal desaparece por entre nuvens e revoltas  impunes.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gurgel de Oliveira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-2953149251186864898?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/2953149251186864898/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2010/09/serial-killer.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/2953149251186864898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/2953149251186864898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2010/09/serial-killer.html' title='Serial Killer'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-1574169023174672548</id><published>2010-09-09T09:52:00.000-07:00</published><updated>2010-09-09T10:17:19.960-07:00</updated><title type='text'>O olho, a alma, a pena e a palavra de Gurgel de Oliveira: escrita na telha de vidro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que falta, hoje, nas experiências de escrita independente, sobra na prática de Gurgel de Oliveira: justeza entre crítica e poesia; subjetividades e lucidez, conhecimento e fantasia, olhar para fora e, inversamente, "de dentro ao mundo" - considerando a virtualidade do espaço e da ferramenta escolhida -, equilíbrio de informação e abalos ao que se verifica nas pontes bem fincadas do cotidiano. Dessa forma, os temas de seu blog (Arte, Histórias e Canções para Virgínia Wolf) vão encontrar os que acolhem a literatura, os da sala de cinema e os que desfilam na Bahia das centenárias putas; os que lêem notícias do mundo, os que digerem tudo e os que nada vêem em sua obliquidade de olhar. Gurgel é quase um nosso cronista - resguardando-se todos os aspectos da palavra e do gênero - que experimenta de forma livre a crônica, podendo-se ver ali ecos de Gregório de Mattos e de outros tão nossos vizinhos - como João Ubaldo - até o cronista de jornal, atento ao movimento do tempo e do espaço no qual se insere, vendo como notícia o mundo que corre veloz para além da tela. Há, junto ao cronista, um poeta, um ficcionista. Possuidor de agudeza no olhar e delicadeza da palavra, ou de ferina palavra e olhar delicado. É um blog vivo e vasto, com cuidados literários, rastros de boas  referências, e liberdade fora dos moldes canônicos; alí, o exercício da palavra parece ser também da paixão. E isso faz, certamente, a experiência dessa escrita algo particular. Da palavra à imagem, das letras ao cinema, da vida à notícia...Não é um entre milhares de blogs. É o Blog de Gurgel. Assim de simples: blog com assinatura. E estilo.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Milena Britto - Professora do Instituto de Letras da Ufba.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-1574169023174672548?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/1574169023174672548/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2010/09/o-olho-alma-pena-e-palavra-de-gurgel-de.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/1574169023174672548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/1574169023174672548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2010/09/o-olho-alma-pena-e-palavra-de-gurgel-de.html' title='O olho, a alma, a pena e a palavra de Gurgel de Oliveira: escrita na telha de vidro'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-8105357096525339548</id><published>2010-09-06T08:36:00.000-07:00</published><updated>2010-09-09T10:50:58.122-07:00</updated><title type='text'>O OLHAR DO OUTRO E O LODO DA CAVERNA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O olhar do outro nos desconcerta. Despe os nossos espíritos e corta a liberdade das almas que nos acolhem. Portas e janelas se abrem ao desconhecido e nos convidam para um passeio. O olhar do outro nos acompanha e confunde prezeres e desejos. Somos escravos dos nossos corpos? Fabricamos escorderijos  para guardar  os nossos medos? O olhar do outro tem um jeito perverso para o confronto. Somos castigados, amordaçados e acomodados na escuridão da caverna. As sombras das pessoas que fazem o mundo são refletidas nas paredes de pedra. A caverna é um mergulho na cegueira do inconsciente que nos protege do racional. Não somos sujeitos da razão! Fantasia é um consolo que buscamos para que possamos aguentar o corpo físico e vidas sem  sentido. Desejamos mergulhos não tão profundos nos olhares dos outros. A calma dos  museus e a ansiedade que imobiliza os  seus acervos não nos incomodam. O olhar do outro fere a retina dos olhos do vento e canta baixinho para os filhos do tempo. Vamos tatuar  um outro olhar sobre a pele que nos protege? Queremos escalar as cavernas quase sempre prisionais com água, lodo e estrume fossilizados. As várias faces da vida e da razão estão presas a passados e grutas. O olhar do outro é o nosso olhar refletido nos espelhos e na ignorância  que embala o sono do mundo.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gurgel de Oliveira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-8105357096525339548?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/8105357096525339548/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2010/09/o-olhar-do-outro-e-o-lodo-da-caverna.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/8105357096525339548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/8105357096525339548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2010/09/o-olhar-do-outro-e-o-lodo-da-caverna.html' title='O OLHAR DO OUTRO E O LODO DA CAVERNA'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-7199679692231685329</id><published>2010-08-23T10:20:00.000-07:00</published><updated>2010-09-08T09:37:28.585-07:00</updated><title type='text'>DINER'S</title><content type='html'>&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-68dfd0fe4e9194d1" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v21.nonxt7.googlevideo.com/videoplayback?id%3D68dfd0fe4e9194d1%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331406722%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D174B5C65D5E553215139F3B53F4B3FC3DA645964.2E2B2E48DEC4D367E1B435C71FF90FFBD092C31%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D68dfd0fe4e9194d1%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DkjyF4kjdI5Q82lm8jLYl1FKuQZY&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v21.nonxt7.googlevideo.com/videoplayback?id%3D68dfd0fe4e9194d1%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331406722%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D174B5C65D5E553215139F3B53F4B3FC3DA645964.2E2B2E48DEC4D367E1B435C71FF90FFBD092C31%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D68dfd0fe4e9194d1%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DkjyF4kjdI5Q82lm8jLYl1FKuQZY&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realizamos este trabalho aqui em Salvador com o premiado diretor argentino Carlos Sorin. Fiz a Produção de Arte e tive a oportunidade de trabalhar com o João Roní, grande produtor e realizador. Depois fizemos outros trabalhos juntos. O contato do João é oceanfilms@oceanfilms.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gurgel de Oliveira&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-7199679692231685329?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/7199679692231685329/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2010/08/diners.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/7199679692231685329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/7199679692231685329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2010/08/diners.html' title='DINER&apos;S'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-5196066999986135094</id><published>2010-08-18T09:16:00.000-07:00</published><updated>2010-09-03T13:06:46.718-07:00</updated><title type='text'>SOBRE PUTAS E ESTÔMAGOS</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na hora sagrada do PADÊ, os atabaques intimidam a embriaguez do sol e saúdam a chegada e a imponência de EXÚ. Na BAHIA erotizada pelos aromas e sabores  cítricos, o sexo das putas inundam os paladares nem sempre exigentes de indigentes e estudantes de outras AMÉRICAS. Saveiros e negras que cheiram a barro e lama cruzam os rios com a elegância dos náufragos que habitam ilhas e montanhas submersas pelas cachoeiras onde dormem sereias e ondinas. E os bares gritam os nomes das vagabundas que emprestam as suas peles e coxas para os estrangeiros com ressaca e nojo das roupas que viraram bandeiras e máscaras sem acabamento e estilo. Que tal passearmos pela noite e desvendar os nossos segredos inspirados nos segredos alheios? Vamos tomar um ônibus e pedir ao motorista que nos conduza ao prostíbulo mais próximo? A madrugada é curta e precisamos curtir um CURTA. Quem sabe o cinema nos ofereça respostas para as indagações que rondam os nossos estômagos e matam os nossos desejos de febre e inanição!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;GURGEL DE OLIVEIRA&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-5196066999986135094?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/5196066999986135094/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2010/08/sobre-putas-e-estomagos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/5196066999986135094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/5196066999986135094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2010/08/sobre-putas-e-estomagos.html' title='SOBRE PUTAS E ESTÔMAGOS'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-3071255978603162811</id><published>2010-08-11T12:09:00.000-07:00</published><updated>2010-09-06T08:34:15.863-07:00</updated><title type='text'>Os Vasos de Terracota que Guardavam os Mortos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A antiga civilização da Etrúria, localizada na Itália Central, teve a sua mais importante e expressiva produção artística entre os séculos oito e dois antes de Cristo. Artesãos de extrema habilidade e inspirados pela arte grega, fenícia, egípcia, assíria, e oriental, os etruscos influenciaram profundamente a arte romana do primeiro século antes da era  cristã. A estatuária e os vasos funerários confeccionados em terracota, barro e bronze e a joalheria em ouro, prata e marfim são o testemunho da habilidade e talento do povo Etrusco para a construção e lapidação de uma estética que marcou época e  encantou deuses, raínhas e guerreiros tocados pela vaidade. O costume de guardar as cinzas dos entes queridos em vasos funerários, ricamente decorados com esculturas que reproduziam traços da fisionomia do morto impressionam o menino Mateo, que ouve com atenção as estórias contadas pela sua avó materna, dona Francesca, professora de Educação Artística  e investigadora das ruínas   de Arezzo, cidade-estado da Etrúria,  que sobreviveram e são testemunhas de um tempo que não retorna.  Os dois  caminham e rompem o silêncio vespertino com perguntas que possivelmente ainda estão com as suas respostas embaixo dos sítios arqueológicos.  Dona Francesca , na tentativa de satisfazer a curiosidade do  menino, diz que o  esforço dos estudiosos para juntar fragmentos que façam algum sentido é muito grande. Pesquisadores  e cientistas  da arte e civilizações antigas investigam diariamente tentando preencher lacunas de incertezas a respeito dos hábitos  e  cotidiano de um povo que guardava em vasos o poder da ancestralidade.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gurgel de Oliveira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-3071255978603162811?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/3071255978603162811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2010/08/os-vasos-de-terracota-que-guardavam-os.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/3071255978603162811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/3071255978603162811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2010/08/os-vasos-de-terracota-que-guardavam-os.html' title='Os Vasos de Terracota que Guardavam os Mortos'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-2364559483528185238</id><published>2010-08-09T04:27:00.000-07:00</published><updated>2010-08-17T12:45:11.344-07:00</updated><title type='text'>UM DIA PELO MUNDO</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um homem lê poemas de Artur Rimbaud no Passeio Público da Cidade Mãe.  Simultaneamente, grupos ligados ao narcotráfico agem com grande desenvoltura nas principais cidades do país.  A Colômbia oferece lições de urbanismo e segurança a autoridade e governantes brasileiros. As torres de espelho de Kuala Lampur, no sudeste asiático, tentam tocar o céu e sentir o cheiro das nuvens.  Mulheres rasgam burkas e  o hijab no Afeganistão e sete crianças paquistanesas morrem incineradas no norte da Índia. É a vida mexendo as mãos e expulsando os traumas que causam náuseas ao amanhecer. Estudantes carregam  Bombas  nas mãos em algum lugar de Belfast .    Obras de Pablo Picassso  são roubadas de um museu em   Nova Yorque. É o mundo mostrando ao tempo que as mazelas existem e têm olhos que vigiam animais e caçadores  nas savanas africanas. No muro das lamentações, próximo dos martírios da Via Dolorosa, judeus ressecam suas dores e deixam recados escritos nas fronteiras do sagrado. É o tempo mostrando ao homem que o passado está presente e pode voltar num piscar de olhos. Aqui, onde estamos agora acordando para mais um dia de trabalho e surpresas, pessoas passam em ônibus e carros pelas avenidas  carregando nos braços embrulhos e crianças desencantadas com a palidez dos brinquedos e o cinismo dos sonhos enclausurados.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gurgel de Oliveira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-2364559483528185238?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/2364559483528185238/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2010/08/um-dia-pelo-mundo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/2364559483528185238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/2364559483528185238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2010/08/um-dia-pelo-mundo.html' title='UM DIA PELO MUNDO'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-8824018551264896271</id><published>2010-08-05T09:50:00.000-07:00</published><updated>2010-08-09T05:55:37.064-07:00</updated><title type='text'>OS SUPORTES DE FRIDA</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/TFr_Rpyc5dI/AAAAAAAAACk/6dURNOc-eRU/s1600/200px-Block_Kahlo_Rivera_1932_cropped.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 278px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/TFr_Rpyc5dI/AAAAAAAAACk/6dURNOc-eRU/s320/200px-Block_Kahlo_Rivera_1932_cropped.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5501990573526803922" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os gritos vinham da casa azul de Coyoacán. A jovem Magdalena Carmen  teve o ventre dilacerado pelos ferros do bonde e foi condenada ao sofrimento. Em terras maias e astecas, onde os sacrifícios rotineiros incluíam curativos e medicamentos para suportar o dia, o corpo da pintora era sufocado pelos suportes de madeira e gesso e sua alma acalmada por unguentos e carícias de anjos ainda não pintados. Os anos passsaram e as dores não. As roupas com cores  e adereços populares ajudavam a fabricar sorrisos no rosto atropelado pelo desejo de calma e calmantes. As telas foram pintadas e presas nos quadrados de madeira e verniz. A cama,  fabricada no final do século dezenove,  foi adornada com fotos de amigos e urina das madrugadas  urgentes. O descontrole do corpo controlava mãos e pulsos e ajudava o cérebro a desenhar realidades perfuradas com parafusos e alfinetes. O México fervia. Intrigas políticas faziam pulsar os dias de sol, comidas e  condimentos .Magdalena  sentia dores e pintava com a cartela de cores que habita a nossa alma. Os retratos da agonia ganharam o mundo. André Breton os qualificava como  surrealistas  e Frida dizia que não pintava sonhos, pintava a dor física que machucava o espírito e tornava a vida uma cama fria. O mundo pulsava. Paris era pertinho e Nova Yorque também. Diego a amou profundamente. Aos quarenta e sete anos a   pintora partiu levando pincéis e coletes. Sem dores, ela nos acena, nos atira  um beijo carmim  e diz que a vida é o seu autorretrato.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gurgel de Oliveira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Magdalena Carmen Frieda Kahlo y Calderon, mais conhecida como Frida Kahlo&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-8824018551264896271?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/8824018551264896271/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2010/08/os-suportes-de-frida.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/8824018551264896271'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/8824018551264896271'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2010/08/os-suportes-de-frida.html' title='OS SUPORTES DE FRIDA'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/TFr_Rpyc5dI/AAAAAAAAACk/6dURNOc-eRU/s72-c/200px-Block_Kahlo_Rivera_1932_cropped.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-6128228259985240110</id><published>2010-07-30T12:35:00.000-07:00</published><updated>2010-07-30T12:35:42.238-07:00</updated><title type='text'>DEVANEIOS - JAYME FIGURA</title><content type='html'>&lt;object style="background-image: url(http://i1.ytimg.com/vi/lpP8rdUwCcQ/hqdefault.jpg);" width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/lpP8rdUwCcQ&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/lpP8rdUwCcQ&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1" allowscriptaccess="never" allowfullscreen="true" wmode="transparent" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-6128228259985240110?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/6128228259985240110/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2010/07/devaneios-jayme-figura.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/6128228259985240110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/6128228259985240110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2010/07/devaneios-jayme-figura.html' title='DEVANEIOS - JAYME FIGURA'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-5913715571409763486</id><published>2010-07-22T08:46:00.000-07:00</published><updated>2010-07-28T11:30:02.764-07:00</updated><title type='text'>O QUARTO DA SALA</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/TFAtpqhLFHI/AAAAAAAAACc/tWX57UPi5bk/s1600/boneca.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 265px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/TFAtpqhLFHI/AAAAAAAAACc/tWX57UPi5bk/s320/boneca.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5498945338830689394" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Bahia dos anos trinta e quarenta do século vinte , a maioria dos casarões do centro histórico de Salvador tinha um quarto reservado para conversas íntimas, segredos  e troca de carícias entre  os visitantes  mais afoitos. O QUARTO DA SALA, como era chamado, tinha uma decoração simples, geralmente com tecidos claros, mesinhas de jacarandá e janelas quase sempre serradas, cobertas com cortinas de veludo vinho, o que tornava o lugar mais quente e acolhedor. Numa manhã de domingo, enquanto dona Letícia preparava uns bolinhos para servir aos convidados que chegariam por volta do meio dia, Francisca e Verinha entraram no quarto com suas bonecas vestidas de seda, trancaram a porta e brincaram em silêncio por alguns minutos. As duas meninas nunca mais foram encontradas. Dona Letícia convive com a dor diária da ausência  e falta de respostas.O quarto permanece trancado. A mobília foi  coberta com lençóis brancos e lágrimas. Seu Leôncio, esposo de dona Letícia e pai das crianças sumidas, vaga pelos corredores  com olhos de angústia e espera. As bonecas, antes vestidas de seda e bem cuidadas, observam todo o movimento como se guardassem a verdade no vidro brilhante dos olhos.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gurgel de Oliveira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-5913715571409763486?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/5913715571409763486/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2010/07/o-quarto-da-sala.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/5913715571409763486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/5913715571409763486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2010/07/o-quarto-da-sala.html' title='O QUARTO DA SALA'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/TFAtpqhLFHI/AAAAAAAAACc/tWX57UPi5bk/s72-c/boneca.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-685981332667191078</id><published>2010-07-15T12:55:00.000-07:00</published><updated>2010-07-15T12:56:36.101-07:00</updated><title type='text'>Devaneios - João Dannemann</title><content type='html'>&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/3hAQZQE9iro&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/3hAQZQE9iro&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-685981332667191078?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/685981332667191078/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2010/07/devaneios-joao-dannemann.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/685981332667191078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/685981332667191078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2010/07/devaneios-joao-dannemann.html' title='Devaneios - João Dannemann'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-606520261353216681</id><published>2010-07-15T12:53:00.000-07:00</published><updated>2010-07-15T12:54:19.236-07:00</updated><title type='text'>Denaneios - Ayrson Heráclito</title><content type='html'>&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/sXIVU14uV0Y&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/sXIVU14uV0Y&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-606520261353216681?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/606520261353216681/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2010/07/denaneios-ayrson-heraclito.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/606520261353216681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/606520261353216681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2010/07/denaneios-ayrson-heraclito.html' title='Denaneios - Ayrson Heráclito'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-5645896381413326292</id><published>2010-07-15T12:50:00.000-07:00</published><updated>2010-07-15T12:52:33.030-07:00</updated><title type='text'>Devaneios - Devanier Hembadoom</title><content type='html'>&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/9j41iQgTaWg&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/9j41iQgTaWg&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-5645896381413326292?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/5645896381413326292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2010/07/devaneios-devanier-hembadoom.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/5645896381413326292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/5645896381413326292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2010/07/devaneios-devanier-hembadoom.html' title='Devaneios - Devanier Hembadoom'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-4579656543066125899</id><published>2010-06-23T13:29:00.000-07:00</published><updated>2010-06-23T16:13:28.282-07:00</updated><title type='text'>GERTRUDE STEIN E ALICE B. TOKLAS</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No olhar de Gertrude a bahia refletida e o movimento dos barcos. Preso ao espelho, o rosto de Alice acena para as gaivotas  com peles, lágrimas e olhos de saudade. A bahia e o espelho são silenciados. Os barcos balançam e atiçam as velas tatuadas pelas mãos dos senhores que abraçam o mar. Poemas são atirados na água. Sentimentos são afogados nas agonias intermináveis que brotam da cara da morte. Gertrude e Alice já não se encontram mais. Cartas são aprisionadas para sempre nas malas de couro que dormem nos porões. A cidade é  mergulhada num sono que inquieta e perturba os moradores e os seus altares  de madeira e papel. O rosto de Alice escorre pelo espelho e tenta alcançar os objetos que estão na penteadeira. O quarto passeia pelo tempo e seduz o vento. Portas e janelas relembram conversas e reuniões de amigos. As bebedeiras de domingo se desprendem das paredes e correm pelas camas e fronhas forradas com arminho.O rio que corta a cidade amanhece e desmascara o dia. Gertrude e Alice passeiam pelo album de fotos e saúdam os amigos mortos. Crianças francesas adormecem Paris e acordam homenagens em Pittsburgh. Vale tudo quando se ama os sonhos.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gurgel de Oliveira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-4579656543066125899?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/4579656543066125899/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2010/06/gertrude-stein-e-alice-b-toklas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/4579656543066125899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/4579656543066125899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2010/06/gertrude-stein-e-alice-b-toklas.html' title='GERTRUDE STEIN E ALICE B. TOKLAS'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-3570796577618057617</id><published>2010-04-28T11:31:00.000-07:00</published><updated>2010-04-28T12:55:44.784-07:00</updated><title type='text'>THE LOVELY BONES - UM OLHAR DO PARAÍSO</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O corpo esquartejado de Susie Salmon está preso num cofre em algum lugar da Pensilvânia. Os olhos azuis do assasino passeiam  pelo bairro em busca da próxima vítima. A realidade é laranja e o forro das paredes também. Suzie redescobre o paraíso. O azul e amarelo contrastam com as cores dos campos, do mar, da areia e do céu. O assassino observa a casa de brinquedo e o cofre. A sensação é de desconforto e ansiedade. O pai de Susie quebra as miniaturas de navios que estavam presas em garrafas. A mãe se desespera e parte para a linha do esquecimento. Susie acompanha o desenrolar de acontecimentos ao lado da amiga nipônica, vítima do mesmo assassino. A fotografia me causa estranhamento e uma sensação de loucura setentista. O paraíso se descortina. A copa da árvore é feita de pássaros. A realidade pós-morte é de uma beleza assustadora. As cenas retrô nos remetem ao tricô e calças bordadas com pedaços de espelho. O assassino deseja a irmã de Susie. O corpo apodrece no cofre e exala perfume nas fronteiras do além. A dualidade do roteiro se perde nas paisagens bucólicas que navegam entre realidade ficcional e visão distorcida do real. O tempo do filme é de beleza, lágrimas e espera. O cofre é a chave de tudo. Cenas submersas desvendam o passado de olhos azuis e mais meninas mortas. O pai observa fotos. A Direção de arte é cardecista e competente. O final se aproxima. A avó de Susie é o espelho do patético e convence. O cofre vai para o fundo da terra. Susie é libertada do próprio corpo para viver uma nova vida ao lado das meninas mortas. O &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;assassino é assassinado&lt;/span&gt; como um castigo do divino. A vingança do sagrado bordada em clichês e lascas de gelo. A vida vai seguindo o seu destino. O paraíso existe e o gazebo é kitsch. Peter Jackson ajustou a narrativa ao exagero estético do que pode ser a vida após a vida. O resultado é belo como um cofre aprisionado na mente de um psicopata.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;GURGEL DE OLIVEIRA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-3570796577618057617?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/3570796577618057617/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2010/04/lovely-bones-um-olhar-do-paraiso.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/3570796577618057617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/3570796577618057617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2010/04/lovely-bones-um-olhar-do-paraiso.html' title='THE LOVELY BONES - UM OLHAR DO PARAÍSO'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-3815959154959070298</id><published>2010-04-15T15:46:00.000-07:00</published><updated>2010-04-17T15:45:29.050-07:00</updated><title type='text'>O MUNDO DE VIRGÍNIA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O rosto refletido na poeira que escalda as dunas e redescobre manuscritos assusta pela forma como nos percebe. Agasalhada, dona Virgínia parece carregar o mundo nos ombros cobertos de fadiga e feridas de melancolia e ânsia. O clima no deserto resseca a pele que recobre a retina e faz crescerem espinhos no olhar. Dona Virgínia escreve ao tempo a sua desilusão. A falta de sono arranha o segredo da noite e massacra o encanto que torna o sonho um presente inesquecível. Pássaros e porcos mastigam relógios urgentes, cavalos e meretrizes. Dona Vírgínia não dorme. A Inglaterra chora e desvenda segredos à beira do lago. Dona Virgínia desfia manuscritos e surpreende a morte.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gurgel de Oliveira&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-3815959154959070298?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/3815959154959070298/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2010/04/o-mundo-de-virginia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/3815959154959070298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/3815959154959070298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2010/04/o-mundo-de-virginia.html' title='O MUNDO DE VIRGÍNIA'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-1022684942243230248</id><published>2010-03-29T08:50:00.000-07:00</published><updated>2010-04-13T09:31:16.473-07:00</updated><title type='text'>ALICE MARIA, SOMBRAS E ESQUECIMENTOS</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As cavernas que cercam os olhos de Alice guardam recordações e lençóis recortados pelo vento. As lágrimas moldaram cicatrizes e aprofundaram desejos guardados com carinho, retalhos de afeto e caixinhas repletas de cartas não escritas  que insistem em desbotar. Os olhos de Alice enfeitam o seu rosto e tentam enchergar o mundo por uma janela de pedra esculpida por homens  quase sempre dispostos a traçar destinos, nas pálpebras que não dormem e nem os deixam descansar.O suor escorre pelas frestas de pele e escamas aquecendo o choro de todos os dias  e molhando  de vergonha os lábios pintados de vertigem  e arrependimento que escondem dentes , linguas e restos de comida com cheiro e gosto de aves silvestres. Alice não mora mais nos seus olhos. As cavernas escurecem diariamente e as rugas permanecem alí, imóveis, vigiando as cicatrizes escritas com sangue e ódio. Seu rosto, visto de longe, parece uma foto em decomposição esperando a hora certa para engolir a terra. Alice Maria, que no século dezenove encantou homens e servos, tente mais uma vez abandonar o olhar que nos irrita com  péssimos fiapos de lembranças.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gurgel de Oliveira&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-1022684942243230248?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/1022684942243230248/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2010/03/alice-maria-sombras-e-esquecimentos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/1022684942243230248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/1022684942243230248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2010/03/alice-maria-sombras-e-esquecimentos.html' title='ALICE MARIA, SOMBRAS E ESQUECIMENTOS'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-7814974908533923135</id><published>2010-03-22T05:03:00.000-07:00</published><updated>2010-04-01T11:26:03.774-07:00</updated><title type='text'>PONTO DE VISTA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Gurgel de oliveira em seu blog Arte, História e Cinema orquestra a Contemporaneidade à luz do milagre da criação artística mediante a apreensão de aspectos culturais vazados em meio a alquimia da nova ordem estabelecida pela dimensão da imagem, do "Virtual", na busca do sagrado, do Eterno que ronda a condição humana. Numa perspectiva ousada, este blog veleja pela polissemia da imagem vestida pelo verbal num arrastar da sua cadeia de significantes, na qual cabe a quem ler, escolher entre um ou outro significado. Neste aspecto, a imagem trabalhada pela arte, assume o papel de meio de registro e representação de diversas realidades passíveis de múltiplas leituras em variados níveis. Como diria Clifford Geerts, a cultura, enquanto sistema de significados socialmente estabelecidos, torna possível que as Artes reconstituam o contexto de vida das pessoas com suas respectivas representações sociais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim, Gurgel de Oliveira movido pelo seu olhar poético, convida o leitor a navegar pelo universo das subjetividades das obras artísticas em suas diferentes esferas numa construção que transforma a realidade, a apartir da articução entre a palavra, a imagem, o som e o movimento. Configura-se assim - neste blog - a busca da linguagem artística pela captura e transformação da realidade em suas multiplicidades, através de narrativas do viver e do sonhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diogo Fontenelle&lt;br /&gt;Poeta e Doutorando em Sociologia U.F.C&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-7814974908533923135?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/7814974908533923135/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2010/03/ponto-de-vista-diogo-fontenellepoesta-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/7814974908533923135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/7814974908533923135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2010/03/ponto-de-vista-diogo-fontenellepoesta-e.html' title='PONTO DE VISTA'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-9076173182785340525</id><published>2010-01-28T11:45:00.000-08:00</published><updated>2010-02-13T07:18:27.481-08:00</updated><title type='text'>O ROSTO DO TEMPO</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dores que habitam corpos nascidos de ventres quase sempre ocupados. Crianças que atiram dentes nos rios que cortam os vales colombianos e refrescam vidas que brotam das serras andinas. Lendas que ilustram livros e lições estudantis, quando as tardes esfriam e tingem de branco o terreiro das casas aquecidas por fogueiras e chamas que rodopiam. Os sonhos que alimentam as nossas noites nos deixam confusos. Acordamos com sensações estranhas nos olhos e a pele do rosto mais velha, sem elasticidade. Quanta confusão! O dia que começa nos arrasta cheios de esperança e vontade de encontrar o nosso lugar no mundo. Mundo estranho! Orelhas são encontradas em terrenos baldios observadas e degustadas pelos ratos que os homens criaram e alimentaram com restos de salada e salmão. É hora de correr. Rasgar o figurino circense e virar marabalista nas passarelas que ligam lojas de coveniências às estações de transbordo que transbordam a cada enchente, cheias de gente e de pentes. Cabelos são cortados e atirados aos rios mortos que insistem em cortar cidades e vielas. E o dia vai desfiando dores. As dores roubam suspiros e mais crianças atiram dentes nas serras andinas. É o começo do frio que engole o rio e fura os olhos do vento. É o grito do tempo!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gurgel de Oliveira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-9076173182785340525?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/9076173182785340525/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2010/01/o-rosto-do-tempo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/9076173182785340525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/9076173182785340525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2010/01/o-rosto-do-tempo.html' title='O ROSTO DO TEMPO'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-4960093710817842608</id><published>2010-01-14T05:28:00.000-08:00</published><updated>2010-04-12T08:00:54.060-07:00</updated><title type='text'>A FORASTEIRA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na sua penúltima viagem, a  forasteira desembarcou na cidade do CAIRO a bordo de mochilas surradas, guias de viagens e muita ânsia de desbravar o solo  desconhecido do VALE DO NILO. Percorreu os mercados da cidade onde os dialetos desafiam o tempo e constroem o cotidiano  impregnado de estórias não reveladas e túmulos  não tocados, que ainda escondem  segredos circundados por  jade e calcário. Como passageira do navio que desce o rio  que banhou escravos, escribas e negras importadas da Núbia, a forasteira fotografou templos, bebeu coca-cola e trocou informações com turistas dos quatro continentes, queimados pelo sol que tinge de dourado as pirâmides e mastabas da NECRÓPOLE DE MÊNFIS. E continua a aventura! A lua atira a sua luminosidade sobre  DEIR-EL-BAHARI, onde talhado na montanha descansa o templo funerário da rainha RATCHEPSOUT, a mulher de gestos  e mãos elegantes que marcaram a  décima oitava dinastia. E por falar em rainha, a forasteira pergunta a um arqueólogo sobre NEFERTITI,  a  jovem que foi confundida com uma princesa do império MITANNI, mulher de rara beleza e esposa de AKHENATON. As respostas encantam e sugerem novas perguntas. Amanhece no NILO. A forasteira sente saudades da filha que deixou no seu pais natal. Lembranças da infância enfeitam o café da manhã servido ao ar livre. Pessoas conversam e atiram olhares . Águas calmas e clima de nostalgia bordam as horas que rodopiam e resgatam o calor da tarde. É o tempo apressando o fim. A forasteira sente dores. É hora de voltar! Voltar correndo e abraçar o último sopro de vida. Beijar as faces  da família. Dar adeus ao próprio corpo.  Se despedir do sorriso alheio e arrumar a bagagem para a última viagem. Anúbis, o deus da morte, abraça a jovem senhora  com encanto e confiança. Atravessam as nuvens que separam os mundos e partem apressados , carregando nas mochilas  o enígma da esfinge.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gurgel de Oliveira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-4960093710817842608?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/4960093710817842608/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2010/01/forasteira.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/4960093710817842608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/4960093710817842608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2010/01/forasteira.html' title='A FORASTEIRA'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-1737412030942804067</id><published>2010-01-12T09:29:00.000-08:00</published><updated>2010-04-18T17:39:25.946-07:00</updated><title type='text'>Sobre Generosidade e Corpos Congelados</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Da cadeira estrategicamente colocada no centro da sala, Maria Clara observa os móveis, objetos e papéis que estão dispostos em volta dos seus olhos. Sabe exatamente a data da chegada de cada quadro exposto nas paredes, e de quem ganhou as gravuras que enfeitam as colunas do corredor que serviu tantas vezes de pista de corrida, quando ela ainda brincava de ser criança. Maria Clara escreve cartas para os amigos pelas mãos de dona Guilhermina, uma vizinha de pele clara e feições absolutamente entristecidas, decorrência do choque que sofreu ao saber detalhes sobre o acidente do qual Maria Clara foi a única sobrevivente. Os donos da casa, pais da menina, não tiveram a mesma sorte e hoje passeiam sem rumo, do outro lado da vida, tentando observar e entender o que aconteceu. Dona Guilhermina conta estórias de esperança e superação à jovem enferma, diz que a vida é feita de surpresas e que nada é impossível. Maria Clara ouve tudo com muita atenção...seus olhos parecem crianças sufocadas tentando comer as próprias mãos. A vontade de sair pela casa, correndo, é tão forte que faz o sangue ferver e provocar sensações de movimento e liberdade. Mas tudo continua imóvel, até os pensamentos mais velozes não passam de agonias respirátórias. Uma vez por semana, nas sessões de exercícios físicos que fazem Maria Clara resgatar tremores e sentir o peso da alma, a casa se enche de luz. Os móveis e os objetos brilham e desenham lábios pelos corredores de colunas brancas, repletas de gravuras. Dona Guilhermina veste-se elegantemente e adentra pela sala trazendo rosas e votos de melhoras. Os vizinhos rezam e forram a beira do rio com barquinhos e bichinhos de papel.&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;GURGEL DE OLIVEIRA&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-1737412030942804067?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/1737412030942804067/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2010/01/sobre-generosidade-e-corpos-congelados.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/1737412030942804067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/1737412030942804067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2010/01/sobre-generosidade-e-corpos-congelados.html' title='Sobre Generosidade e Corpos Congelados'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-1085035859109664367</id><published>2009-12-23T09:00:00.000-08:00</published><updated>2010-04-15T19:34:11.287-07:00</updated><title type='text'>AS FADAS DE YORKSHIRE</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SzjvTnqT9iI/AAAAAAAAABw/QOauULib_yM/s1600-h/fada1.jpeg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 246px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SzjvTnqT9iI/AAAAAAAAABw/QOauULib_yM/s320/fada1.jpeg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5420345271883396642" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Yorkshire é o maior condado da Inglaterra, cobrindo aproximadamente quinze mil quilômetros quadrados, com uma população de cinco milhões de habitantes. Na primeira metade do século vinte, acho que no ano 1917 , uma notícia surpreendente estampou as páginas de jornais do mundo inteiro e os notíciários das emissoras de televisão não falavam de outra coisa, durante os anos sessenta e setenta: as fadas fotografadas no vale Cottingley. Jornalistas e especialistas em fenômenos sobrenaturais de todas as partes foram para o local em busca de explicações. As crianças envolvidas no caso, Elsie Wright e Frances Griffiths, que viram as fadas e brincaram com elas, tiveram suas vidas vasculhadas e a infância interrompida. O inverno passou a ter outras cores e os moradores das regiões mais próximas mudaram de comportamento e começaram a olhar o mundo pela mesma janela. As noites  emanavam mistério e expectativa. Os caçadores já não exploravam  a mata após o cair da tarde. Um clima de saudade embalava o sono dos meninos e cobria a madrugada com esperança e olhares  esmaecidos. A paz reinou no coração de todos. Elsie e Frances faleceram num domingo chuvoso e suas faces foram adornadas com flores e perfume. Quem foi ao funeral diz ter visto luzes em volta dos corpos. Uns achavam que  eram grandes vagalumes, guardiães das crianças mortas. Outros apostaram no retorno das fadas, senhoras da escuridão das florestas e protetoras dos nossos caminhos, povoados de estranhas  fantasias.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gurgel de Oliveira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-1085035859109664367?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/1085035859109664367/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2009/12/as-fadas-de-yorkshire.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/1085035859109664367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/1085035859109664367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2009/12/as-fadas-de-yorkshire.html' title='AS FADAS DE YORKSHIRE'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SzjvTnqT9iI/AAAAAAAAABw/QOauULib_yM/s72-c/fada1.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-7094716207878161713</id><published>2009-11-18T10:06:00.000-08:00</published><updated>2010-04-12T09:44:33.919-07:00</updated><title type='text'>SOBRE SEREIAS E CAÇADORES</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Dona da nossa cabeça, amante dos segredos que emergem dos oceanos salgados, a mãe dos filhos peixes nos ajuda a caminhar e acaricia as nossas almas com a doçura e a altivez da mãe que conhece tudo. A outra grande mãe, minha e de muitos outros, conhece o aconchego das matas e nos protege com o calor e a experiência da sua pele escura. Nos faz dormir e sonhar no embalo das cantigas de niná que brotam na essência das folhas. Quando estamos com ela, em qualquer lugar ou em lugar nenhum, o sentimento é de alegria e esperança no futuro...Vestimos os nossos corpos com a força que vem da TERRA e somos abraçados pelo caçador que nunca dorme, mas nos faz descansar como anjos desarmados. Ao lado da MÃE PRETA resiste uma sereia disposta ao ensino e ao aprendizado que fecha e abre caminhos de contentamentos e tristezas, absolutamente reais como o sol que, agora, tenta cochilar e espantar a quentura das saias e anáguas que não param de circular no TERREIRO. É hora do recolhimento, MÃE PRETA e sereia se resguardam em conchas e matas de encantamentos e susurros. Só me resta esperar por mais um dia e pedir a bênção. Axé!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;GURGEL DE OLIVEIRA&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-7094716207878161713?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/7094716207878161713/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2009/11/sobre-sereias-e-cacadores.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/7094716207878161713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/7094716207878161713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2009/11/sobre-sereias-e-cacadores.html' title='SOBRE SEREIAS E CAÇADORES'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-8927902709630521443</id><published>2009-11-12T09:14:00.000-08:00</published><updated>2010-04-15T19:38:15.597-07:00</updated><title type='text'>ONDE ESTÁ ELIZABETH ?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na busca pelo sagrado, o povo INCA adorava cristais e evocava os APUS, espíritos das grandes montanhas, conselheiros e curandeiros durante os rituais andinos. Elizabeth, orientada pelos pássaros gigantes com cabeças humanas, os APUS, mudou-se da América do Norte para a cidade de Cuzco, no Peru, em busca de paz interior e respostas para as perguntas que a incomodavam desde criança. Numa noite escura, durante um ritual de cura e meditação , Elizabeth recebeu de presente um quartzo branco, brilhante, puro como as águas da cachoeira que umedecem a base da grande cordilheira. Esta estória acaba aqui; não se tem notícias de Elizabeth já faz bastante tempo. Suas roupas foram queimadas  na maior  praça da cidade  e flores foram  espalhadas na frente da casa onde morou com um amigo venezuelano.  A  vida não nos oferece respostas para muitas coisas. As montanhas continuam imponentes e indecifráveis. Centenas de pessoas, no mundo inteiro,  continuam estudando os costumes dos INCAS. As cidades peruanas, com seus muros centenários, recebem milhões   de turistas todos os anos . Alguns querem somente o artesanato colorido produzido com os fios da lhama. Outros querem notícias de Elizabeth, a americana que sumiu e enterrou seu coração em algum lugar de MACHU PICCHU, a ruína perdida no vale do rio Urubamba,  ao pé da  grande montanha.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gurgel de Oliveira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-8927902709630521443?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/8927902709630521443/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2009/11/o-espirito-da-montanha.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/8927902709630521443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/8927902709630521443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2009/11/o-espirito-da-montanha.html' title='ONDE ESTÁ ELIZABETH ?'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-5982814382414299655</id><published>2009-10-16T06:59:00.000-07:00</published><updated>2010-04-15T19:43:48.810-07:00</updated><title type='text'>EDIFÍCIO SANTA FÉ</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segredos impronunciáveis ainda estão escondidos nos corredores e apartamentos  do edifício  Santa Fé. O prédio tem frente para o mar e é todo revestido de pastilhas brancas e azuis, muito comuns na arquitetura de linhas retas produzida nos anos sessenta do século vinte. A morte misteriosa da jovem bailarina que sonhava ganhar o mundo com muito talento e sapatilhas é lembrada pelos moradores mais antigos e ignorada pelos inquilinos mais jovens, cheios de sonhos promissores e projetos que incluem parcerias sexuais  e farras à beira mar. Dona Georgina tem o hábito de montar quebra-cabeças de cem peças. Os puzzles formam bichos, paisagens e cidades. É uma forma que ela encontrou de expandir o seu universo de dezesseis metros quadrados, enfeitado com bibelôs e os miados dos gatos sufocados e olhos  quase sedosos. À noite, quando todos os pardos são felinos e o prédio se ilumina para acolher grandes amores ou pequenas desilusões, a música invade as escadas de incêndio e os elevadores de grades decoradas. Na opinião de dona Georgina, que terminou de montar mais um quebra-cabeças, é o fantasma da jovem bailarina assassinada, que tenta fazer na madrugada barulhenta  o ensaio do seu próximo espetáculo, ao som inebriante dos que agonizam e tentam desfiar as cortinas  que enrolam os encantos da morte.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;GURGEL DE OLIVEIRA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-5982814382414299655?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/5982814382414299655/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2009/10/edificio-santa-fe.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/5982814382414299655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/5982814382414299655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2009/10/edificio-santa-fe.html' title='EDIFÍCIO SANTA FÉ'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-3956996491400790391</id><published>2009-10-13T07:58:00.000-07:00</published><updated>2010-04-15T19:47:22.889-07:00</updated><title type='text'>DEVANEIOS - para Luciana Accioly</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sophia observa de longe os soldados armados que invadem as ruas de uma pequena cidade em Andorra. Das montanhas a natureza  presencia mais um massacre que vitimiza crianças e velhos estrangeiros. Sophia espalha os brinquedos curdos pelo imenso terreno que cerca a casa onde vivem familiares e parentes agregados. As sirenes de alerta tocam num volume aterrorizante assustando a população que ainda respira. Sophia atira poemas pela janela dos fundos da casa. Jornais com notícias africanas se espalham pelas calçadas ensanguentadas, enfeitadas pelas portas de vidro quebradas com extrema violência e sem nenhum sentido. Meninas refugiadas correm a bordo de suas bonecas de louça compradas em Praga. Carrinhos de bebê descem escadarias de madeira nobre e esfregam veludo surrado nas paredes. O silêncio que vem das padarias é constrangedor. Os pães não foram assados e os estômagos choram famintos. Andorra sofre. Sua história desce pelos esgotos e a memória da cidade vira suco. Sophia observa tudo de uma distância quase real. É o mundo se mexendo diante de montanhas brancas, engolidas pelas nuvens que maltratam o final da tarde. Sophia caminha e procura a amiguinha de escola e a encontra próxima ao boeiro central da cidade, caçando bonequinhas  de louça de origem tcheca.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;GURGEL DE OLIVEIRA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-3956996491400790391?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/3956996491400790391/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2009/10/devaneios.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/3956996491400790391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/3956996491400790391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2009/10/devaneios.html' title='DEVANEIOS - para Luciana Accioly'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-1219039358450367124</id><published>2009-07-31T10:11:00.000-07:00</published><updated>2009-07-31T11:36:41.584-07:00</updated><title type='text'>O RETRATO DE BERENICE</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Seu Martiniano observa a foto da filha Berenice todos os dias e limpa, cuidadosamente, o vidro que aprisiona o rosto da menina e serve de adorno à pequena sala da casinha onde mora, perto de uma cidade da qual o nome agora não importa. Berenice, carinhosamente chamada de SANTINHA por todos os moradores próximos e distantes, sempre foi saudada nas missas de domingo, quando a igrejinha improvisada se enchia de fiéis, católicos praticantes e beatas ortodoxas para ouvir as palavras sagradas do PADRE JOSÉ, chefe da paróquia e líder espiritual das crianças e velhinhos em estado terminal. Berenice sonhava, constantemente, com cavalos brancos alados e rosas vermelhas, e dizia ao pai que eram anjos fantasiados para uma festa no céu. Seu Martiniano ouvia com atenção e achava que a filha era esquisita e abençoada pelos santos que protegem as crianças durante o sono profundo de todas as noites. Hoje o sol de verão esquenta a casa e os sonhos de seu Martiniano de maneira diferente, talvez mais triste. É que os olhos de Berenice, presos ao seu rosto de menina morta e ao vidro translúcido que transforma o seu sorriso em choro, parecem preencher a sala da casinha pobre com as anotações borradas da memória do seu pai, que sente dores insuportáveis quando lembra da filha.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Gurgel de Oliveira&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-1219039358450367124?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/1219039358450367124/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2009/07/o-retrato-de-berenice.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/1219039358450367124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/1219039358450367124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2009/07/o-retrato-de-berenice.html' title='O RETRATO DE BERENICE'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-1928720966779737018</id><published>2009-07-16T04:45:00.001-07:00</published><updated>2010-04-16T15:05:04.485-07:00</updated><title type='text'>Dona Albertina e seu Antônio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Dona Albertina observa a capela todos os dias. Limpa com um pano seco as imagens dispostas no altar e retira os restos de velas que durante toda a semana iluminaram ansejos, olhos lacrimejantes e trouxeram esperanças de cura para dores incuráveis que atravessam as noites sertanejas, machucando e marcando com ferro e fogo corpos que ignoram o cansaço e o tempo. Seu Antônio, o beato vidente, defensor incansável dos mais humildes, ajudou na construção da capela e na lapidação das mentalidades mais progressistas , sempre pensando numa vida menos dura, sem os castigos que dilaceram destinos e mastigam futuros moldados pelo sol de todos os dias. A capela, sustentada pela fé que preenche o cotidiano abafado com nuvens e presságios, nada mais é que um sonho cultivado por dona Albertina e seu Antônio. O povoado, destruído e engolido pelo açude após uma guerra injusta, é apontado pelos meninos da rua quando perguntam o local exato do Vale da Morte, onde soldados e jagunços tiveram suas roupas e peles espetadas pelo couro da MACAMBIRA. O restante da estória está nos livros de história e na memória de seu Antônio, que partiu para a terra prometida e levou dona Albertina como sua conselheira . Acho que não voltam nunca mais!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Gurgel de Oliveira&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-1928720966779737018?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/1928720966779737018/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2009/07/dona-albertina-e-seu-antonio.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/1928720966779737018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/1928720966779737018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2009/07/dona-albertina-e-seu-antonio.html' title='Dona Albertina e seu Antônio'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-2301868315615004738</id><published>2009-06-24T16:22:00.000-07:00</published><updated>2010-04-16T15:09:27.668-07:00</updated><title type='text'>SEU JUSTINO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Seu Justino acordou às cinco horas da manhã. Queria sair cedinho em busca de trabalho e comida para os filhos e a mulher doente, dona Rosinha. Tomou banho na bica do quintal, bebeu o café com sabor da noite anterior e pensou sobre o seu passado numa cidade do interior nordestino,  repleto de tardes de domingos não felizes. Seu Justino Agora caminha por estradas e ruas acordadas , planejadas por homens capazes de tudo para imprimirem suas marcas ao longo da vida. Pessoas, rostos, mãos e objetos ocupam os espaços possíveis nas avenidas movimentadas. É o dia tomando forma, tentando ser forte e viril. Seu justino atravessa viadutos, cultiva lembranças dos filhos adultos e continua a sua caminhada em busca de esperanças, biscoitos recheados e almoços divertidos com a família. Seu Justino, homem de quase setenta anos, otimista e disposto para o trabalho, desapareceu lá para as bandas do subúrbio, onde os trens que rasgam o final da tarde engolem pessoas, esperanças e histórias de vida. Dona Rosinha, frágil e açoitada pelas epidemias, deseja reencontrar seu Justino , nem que seja em algum lugar da memória. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;Gurgel de Oliveira&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-2301868315615004738?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/2301868315615004738/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2009/06/seu-justino.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/2301868315615004738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/2301868315615004738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2009/06/seu-justino.html' title='SEU JUSTINO'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-6669085395348941658</id><published>2009-06-19T18:32:00.000-07:00</published><updated>2010-04-16T16:04:16.053-07:00</updated><title type='text'>ROSA-DE-JERICÓ</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A visitante estrangeira atravessa a sala de jantar e cumprimenta os senhores que estão sentados à mesa de jacarandá com detalhes em marfim. Os castiçais e os tapetes que forram o chão de ladrilhos nos remetem aos sons e cheiros cítricos que exalam das mentas tunisianas. O azul turquesa que brota dos lustres  é o mesmo azul que reveste os olhos da visitante, que agora sobe as escadas com corrimão de MÁRMORE DE CARRARA, adornado com pequenos relevos lapidados em alabastro. Nas medinas, onde a vida real acontece de forma dura, cheia de ânsia, apego e fome de longevidade, as pessoas comuns correm em busca do pão e mergulham suas ironias e medos em porões de incertezas e dúvidas. A visitante, descalça e coberta com uma túnica de buganvílias pintadas à mão, desce a escada com uma grinalda de tâmaras frescas e muitos pistaches em volta do rosto, e atira mosaicos romanos pelas grandes janelas do norte africano, como se provocasse mais uma luta de gladiadores numa arena de Cartago.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Gurgel de Oliveira&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-6669085395348941658?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/6669085395348941658/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2009/06/visitante-tunisiana.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/6669085395348941658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/6669085395348941658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2009/06/visitante-tunisiana.html' title='ROSA-DE-JERICÓ'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-8321350907074731357</id><published>2009-06-03T09:16:00.000-07:00</published><updated>2010-04-16T16:22:40.093-07:00</updated><title type='text'>Maria do Carmo, A Estranha...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O meu nome é Maria do Carmo. Trabalho como empregada doméstica, tenho desejos estranhos e gostaria muito de conhecer Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. A minha filha morreu num acidente e não gosto de falar sobre o assunto. Tenho vestidos vermelhos...adoro vermelho e carne de porco assada. As pessoas não me encantam e a cidade onde moro é muito pequena e muito feia. Também gosto de poemas sujos, escritos por pessoas sujas e desajeitadas. Fiz uma tatuagem nas minhas costas...é um dragão com olhos muito grandes...parece um calango. A minha patroa me deu um perfume de aroma doce, não gosto e tenho dor de cabeça só de pensar. O meu corpo é como uma estrada perdida numa floresta encantada. Tenho vontade de aprisionar o tempo e comer iguarias exóticas numa confeitaria de Casablanca. Sobre os meus desejos estranhos... é muito difícil falar. Sinto crianças grudadas na minha pele. São crianças judias de algum lugar da Polônia. Elas choram muito e sentem a falta das mães que foram queimadas em campos de concentração nos anos de guerra. Sinto dores fortes nos olhos e um gosto de sapatos velhos na minha boca. Às vezes tenho a sensação de estar boiando num rio de águas vermelhas. Pessoas com roupas escuras atiram lenços brancos sobre Budapeste. Tenho saudades da Hungria e das casas que habitam ruas e vielas podres. Os meus olhos continuam doendo e não tenho vontade de chorar. Mundo estranho! Minha filha olha de longe e finge saudades dos meus abraços. Abraços amargos de uma mãe ausente que sente cólicas, tem desejos estranhos e não conhece Dubai...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Gurgel de Oliveira&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-8321350907074731357?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/8321350907074731357/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2009/06/maria-do-carmo-estranha.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/8321350907074731357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/8321350907074731357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2009/06/maria-do-carmo-estranha.html' title='Maria do Carmo, A Estranha...'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-1536942062597241061</id><published>2009-05-22T12:03:00.000-07:00</published><updated>2010-04-16T17:50:05.752-07:00</updated><title type='text'>Serenata de Adeus para Virginia Woolf</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;As estranhas divindades que moram no fogo e dominam a agilidade e os segredos das salamandras são as mesmas divindades que nos acompanham quando decidimos partir para a Terra do Nunca, onde a pele e a carne se livram das dores mundanas e a nossa alma descansa. A senhora de rosto amargurado escreveu poemas tristes como as nuvens que fizeram de tudo para enfeitar o céu. Deixou para trás as doçuras da vida e caminhou, vestida de sombras, rumo ao lago de águas turvas e definitivas. Aos poucos, sem nenhuma pressa e engasgada pelas incertezas e saudades, retirou as pérolas do pescoço, cobriu os olhos com pequenas pedras frias e afogou a vida com paciência, coragem e precisão britânica. No fundo do lago, sem lápide, sem olhos e sem nome, o corpo franzino da poeta aquece e abraça algas e musgos, é amigo e parceiro inseparável do segredo das salamandras.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Gurgel de Oliveira&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-1536942062597241061?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/1536942062597241061/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2009/05/serenata-de-adeus-para-virginia-woolf.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/1536942062597241061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/1536942062597241061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2009/05/serenata-de-adeus-para-virginia-woolf.html' title='Serenata de Adeus para Virginia Woolf'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-7426850681245758167</id><published>2009-05-18T06:47:00.000-07:00</published><updated>2010-04-16T17:58:25.614-07:00</updated><title type='text'>Quando Nada Mais É Importante...</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Quando nada mais é importante, e o amanhecer é apenas um esforço do tempo para se manter acordado, é a hora de dar adeus aos nossos corpos fatigados pela falta da chuva que umedece e refresca a alma dos nossos olhos. Quando nada mais é importante,  e o sol parece nos olhar com cara de choro e rugas de ressentimento , é o momento de retirar vagarosamente a pele apodrecida que reveste os nossos desejos mais sórdidos,  e remover a máscara que plantaram nas nossas faces, quando dormíamos e sonhávamos com um mundo menos  fétido. As linhas que estão impressas nas nossas mãos são as marcas dos  cemitérios que nos perseguiram na infância e fizeram dos nossos finais de tarde pequenas cerimônias fúnebres, impregnadas de depressões domingueiras e interioranas. Quando nada mais é importante, nem mesmo os poemas assassinados de Emily Dickinson, é hora de fechar delicadamente os nossos livros, enforcar urgentemente a elegância das nossas emoções, e contar estórias  para todas as crianças mortas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Gurgel de Oliveira&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-7426850681245758167?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/7426850681245758167/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2009/05/quando-nada-mais-e-importante.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/7426850681245758167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/7426850681245758167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2009/05/quando-nada-mais-e-importante.html' title='Quando Nada Mais É Importante...'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-3418006318883783198</id><published>2009-05-15T11:10:00.000-07:00</published><updated>2010-04-16T18:18:34.517-07:00</updated><title type='text'>MADRE JOSEFA CLARA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O Convento de Santa Clara do Desterro, fundado em 1677, localizado no bairro de Nazaré, em Salvador, é famoso por sua arquitetura, pelos doces preparados carinhosamente e comercializados na lojinha que funciona pertinho da capela, e pela beleza dos móveis de jacarandá dos séculos dezoito e dezenove, que estão espalhados enfeitando salões, saletas e cantinhos de orações. Segundo alguns historiadores e relatos anônimos, numa tarde chuvosa do ano 1753, a bela Josefa Clara, jovem de família tradicional da época e prometida a Jesus Cristo para todo o sempre, foi flagrada na capela-mor, quase despida, acariciando as partes íntimas do padre Inácio Moreira Franco, substituto do capelão que havia falecido fazia pouco tempo. O escândalo repercutiu na província e logo chegou aos ouvidos da corte, que proibiu, a partir daquela data, o trânsito de padres nos conventos e locais religiosos frequentados por moças que dedicariam suas vidas aos apelos do sagrado. Madre Josefa Clara, de sexualidade imoderada, acometida de profunda tristeza e dores fortes no peito, chorou por muitas noites insones a espera de notícias do amado, mas nunca recebeu sequer umas poucas linhas escritas. Sofrida, sem nenhuma esperança de rever o grande amor, a freira trancou-se no cláustro, rasgou o corpo com uma casca afiada de ostra e deixou-se sangrar... até que os anjos viessem ao seu encontro e cobrissem a sua boca com pétalas de rosas e perdão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Gurgel de Oliveira&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-3418006318883783198?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/3418006318883783198/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2009/05/madre-josefa-clara.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/3418006318883783198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/3418006318883783198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2009/05/madre-josefa-clara.html' title='MADRE JOSEFA CLARA'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-2781321094031045732</id><published>2009-04-28T10:59:00.000-07:00</published><updated>2010-04-16T18:35:03.302-07:00</updated><title type='text'>A MÃE QUE BALANÇA O BERÇO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Dona Eugênia é uma mulher de mais ou menos setenta anos de idade, sorriso gentilmente forçado e muitas estórias para contar. Cheguei na sua casa ao cair da tarde e logo percebi uma atmosfera de ausência e dor em cada cantinho por onde passávamos. Dona Engênia perdeu o filho querido em circunstâncias trágicas, durante uma briga de rua, em algum lugar da cidade de Salvador, no ano de mil novecentos e noventa e dois. A foto do rapaz está espalhada por toda a casa e todos os seus pertences arrumados em um quarto... roupas, sapatos, livros, capacetes,   cartões com palavras amorosas de amigos que não acreditam na sua partida, presentes de namoradas e fotografias de momentos marcantes da sua vida. Dona Engênia arruma o quarto todos os dias, coloca flores nos vasos próximo das fotos do rapaz e reza para que ele não fique distante nunca. Durante a nossa conversa, já por volta das oito horas da noite, Dona Eugênia me oferece um café e chora dizendo sentir a presença do filho adorado. Confesso que fiquei emocionado diante dessa senhora e supliquei aos deuses resignação para as mães que arrumam os quartos dos filhos que dormem para sempre , mas que elas ainda não perceberam.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Gurgel de Oliveira&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-2781321094031045732?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/2781321094031045732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2009/04/mae-que-balanca-o-berco.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/2781321094031045732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/2781321094031045732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2009/04/mae-que-balanca-o-berco.html' title='A MÃE QUE BALANÇA O BERÇO'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-3819403049371773472</id><published>2009-04-23T09:57:00.000-07:00</published><updated>2010-04-16T18:58:19.535-07:00</updated><title type='text'>Jesus de Nazareno, Calor, Transformismo e Libélulas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Numa pequena cidade do recôncavo baiano, onde Jesus de Nazareno parece acalmar os ânimos e o calor, do alto de uma colina, o jovem Jean Márlus desfia o cotidiano com paciência, talento e uma enorme vontade de ser feliz. Durante o dia o &lt;strong&gt;garoto&lt;/strong&gt; de 26 anos trabalha como eletricista, aderecista, montador de estruturas para o funcionamento das feiras e festas da cidade e decorador das cerimônias de casamentos, que acontecem de vez em quando, só para mexer com a rotina do lugar. À noite, quando todos os pardos viram gatos e o teor alcoólico interfere no metabolismo das praças e dos bares, o jovem Jean Márlus passa a se chamar &lt;strong&gt;Jhow Quevara&lt;/strong&gt;, uma mocinha apimentada que veste roupas sintéticas e usa o corpo longilíneo para provocar e acender desejos proibidos, por entre pontes e becos. E começa a &lt;strong&gt;fechação&lt;/strong&gt;! &lt;strong&gt;Viados&lt;/strong&gt; saem de todos os lugares e enchem a praça de cores e gritinhos . &lt;strong&gt;A cosmética grita&lt;/strong&gt; nos rostos de bonecas e olhos delineados. Os modelitos são estranhos e revelam corpinhos  e personalidades fortes , assumidas. A música e as luzes tomam conta da praça e transformam a cobiça e o pecado em confetes e êxtase. &lt;strong&gt;Jhow&lt;/strong&gt; sobe numa estrutura de madeira e mostra o que sabe fazer. Requebra e atira o seu olhar de odalisca faminta em direção às suas primeiras vítimas. O clima é quente e a festa esquenta ainda mais. Entre uma dança e outra, olhares desconhecidos se cruzam e marcam desencontros futuros. &lt;strong&gt;Jhow&lt;/strong&gt; se afasta e segue o caminho do rio. A noite se alonga e promete loucuras. O jovem atravessa a ponte , ajeita o saiote artesanal enquanto a festa segue o seu destino e o aguarda, ansiosa e bela.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Gurgel de Oliveira&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-3819403049371773472?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/3819403049371773472/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2009/04/jesus-de-nazareno-calor-e-libelolas.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/3819403049371773472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/3819403049371773472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2009/04/jesus-de-nazareno-calor-e-libelolas.html' title='Jesus de Nazareno, Calor, Transformismo e Libélulas'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-4078775675939975620</id><published>2009-04-22T06:41:00.000-07:00</published><updated>2010-04-16T19:01:10.065-07:00</updated><title type='text'>ESPERANÇA E GLÓRIA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;As ruas dacidade amanheceram molhadas e frias; os bairros mais distantes do centro sofrem e os seus moradores lamentam objetos perdidos e vidas em perigo. É sempre assim na histórica Salvador. Enquanto os tambores tocam no Pelourinho, milhares de pessoas tentam enxugar a umidade de um cotidiano quase sempre dolorido. É chegado o tempo de pensar em dias melhores. Dias em que não tenhamos que segurar os nossos sonhos para que as águas não os carreguem para longe de nós. É tempo de pensar no próximo e dar as mãos aos que nada comem. É tempo de arregaçar as mangas e fazer força para que o sol nos alcance com o calor e a luz. É hora de brilhar e distribuir sorrisos aos que cumprem pena. Aos que moram nos calabouços e se alimentam de terra e lama. A resignação traga fatalidades e crenças. A vontade de estar vivo supera qualquer sintoma de tristeza e intranquilidade. O mundo é uma armadilha e precisa ser vencido. Por que não pedir à Senhora das Águas que nos traga roupas secas e nos cubra com lençóis de esperança e glória? Será que é pedir muito? Acho que não! A solução sempre chega de onde menos esperamos. Axé!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Gurgel de Oliveira&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-4078775675939975620?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/4078775675939975620/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2009/04/esperanca-e-gloria.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/4078775675939975620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/4078775675939975620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2009/04/esperanca-e-gloria.html' title='ESPERANÇA E GLÓRIA'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-3882554738504046081</id><published>2009-04-15T11:45:00.000-07:00</published><updated>2010-04-17T14:17:03.562-07:00</updated><title type='text'>CASA GRANDE, ENGENHO E CANAVIAIS</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/Sed-kGstR3I/AAAAAAAAABo/cO-DJG1fDcY/s1600-h/gfu_800_00004402.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5325364243127420786" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 200px; height: 150px;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/Sed-kGstR3I/AAAAAAAAABo/cO-DJG1fDcY/s200/gfu_800_00004402.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Chegamos à Fazenda Senhor do Bonfim por volta das oito horas da noite e fomos recebidos pela dona da casa, uma senhora simpática e carismática. A fazenda fica nos arredores de Nazaré das Farinhas, cidade de muitas estórias e da famosa farinha de copioba, uma das principais fontes econômicas da região. A casa impressiona pela fachada, móveis coloniais, lustres e arandelas de porcelana francesa da segunda metade do décimo oitavo século. O pé direito de todos os cômodos é muito alto, portas e janelas largas e uma vista intrigante para os verdes vales que servem de pasto para o gado e os cavalos. Tomamos banho e seguimos para a sala de visitas onde uma mesa repleta de coisas gostosas nos esperava. Matamos a fome e conversamos até altas horas como se não tivéssemos que fazer nada no dia seguinte. Já era madrugada quando nos dirigimos à varanda. O céu estava estrelado e quente. O canto dos pássaros noturnos rasgava as cortinas escuras que abraçavam a mata fechada. Gritos e pedidos de ajuda pareciam vir da senzala que fica na parte inferior da CASA- GRANDE. Mulheres negras corriam agarradas aos seus filhos  rumo ao canavial. Palavras de ordem eram cuspidas das bocas  dos FEITORES e o engenho iniciava mais uma jornada. A moenda e a roda d'água, sinônimos de sangue e progresso, testemunharam o nascimento do sol com repulsa e ressentimentos. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Gurgel de Oliveira&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-3882554738504046081?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/3882554738504046081/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2009/04/casa-grande-engenho-e-canaviais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/3882554738504046081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/3882554738504046081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2009/04/casa-grande-engenho-e-canaviais.html' title='CASA GRANDE, ENGENHO E CANAVIAIS'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/Sed-kGstR3I/AAAAAAAAABo/cO-DJG1fDcY/s72-c/gfu_800_00004402.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-2842566216982451914</id><published>2009-04-04T03:24:00.000-07:00</published><updated>2010-04-17T14:20:22.858-07:00</updated><title type='text'>Fogo, Água e Quiromancia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;É manhã de quarta-feira. O galo cantou mais cedo para acordar o Senhor do Fogo. O homem que nos transmite noções de justiça e faz com que os nossos olhos sejam íntegros e austeros. As quartinhas já estão cheias e os obis já nos trouxeram recados e as punições que se fazem necessárias. As árvores estão mais verdes. Os desejos de prosperidade povoam a casa vermelha e se misturam com o barulho  das saias velhas, guardadoras de cheiros, sonhos e cabeças exaustas. Não há mais desesperança. As lágrimas se foram nos braços  e nos seios fartos da Mãe D'Água. As crianças correm. O sol acaricia os nossos corpos e borda sorrisos nas curvas mais sombrias das nossas almas. É hora de partir. As pontes estão de pé e nos convidam para um passeio pelo destino. Não importa onde nos levam os caminhos. As encruzilhadas escondem revelações que estão nas palmas das nossas mãos, tatuadas pelos deuses como estórias que nunca vão ser contadas. Só nos resta aproveitar. Hoje é quarta-feira e o Senhor do Fogo está prestes a descansar. Não façamos das nossas vidas uma cama fria. Existem promessas de dias mais felizes e noites de calmarias, tatuadas no mapa insólito e invisível que molda a nossa ânsia de despertar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Gurgel de Oliveira&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-2842566216982451914?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/2842566216982451914/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2009/04/o-senhor-do-fogo.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/2842566216982451914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/2842566216982451914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2009/04/o-senhor-do-fogo.html' title='Fogo, Água e Quiromancia'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-7609655789139850120</id><published>2009-03-27T08:26:00.000-07:00</published><updated>2010-04-17T14:24:39.871-07:00</updated><title type='text'>MARIA DO AMPARO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Os sapatos  batem no tablado com muita força e determinação. Os violões são dedilhados por homens barbados,  personagens secundários de lendas sevilhanas. Os babados vermelhos e pretos do vestido de seda rodopiam e impressionam os olhos dos forasteiros que circulam pela plateia. Maria do Amparo atira o seu olhar e se deixa viajar pela música que fala de bodas carregadas de incestos e contentamentos não vividos. Baila, Maria! Gritam os mais atirados. E Maria baila! A visão que temos do seu corpo é de uma tensão que incomoda e transforma o sono em convulsão. O som das castanholas que brigam e se contorcem nos seus dedos é o mesmo som inebriante que seduz os marinheiros gregos, na zona portuária de Barcelona. Maria do Amparo ilustra os sonhos e as vontades sórdidas de prostitutas e cafetões, que buscam ganhar suas vidas nas ilusões noturnas de pacatas vilas medievais, e que muitas vezes nos confundem com criaturas da noite, boêmios perdidos nos horizontes sujos de Madri. Baila, Maria! Baila e atira para bem longe a sensação de desassossego que nos causa o desamparo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Gurgel de Oliveira&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-7609655789139850120?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/7609655789139850120/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2009/03/maria-do-amparo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/7609655789139850120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/7609655789139850120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2009/03/maria-do-amparo.html' title='MARIA DO AMPARO'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-5638214108398422654</id><published>2009-03-20T06:55:00.000-07:00</published><updated>2010-04-17T14:29:21.939-07:00</updated><title type='text'>A NINFA DE BIZÂNCIO - Para Silvana Moura</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A menina muçulmana corre pelas  vielas de pedras da Capadócia. Nos olhos, a saudade de tempos remotos e das tardes que anunciavam as festas luxuriosas de Bizâncio. O império onde a fé e o poder eram cultuados como deuses ficava no Estreito de Bósforo, águas que separam oriente e ocidente e onde o canto dos pássaros é perturbado pelos gritos dos vendedores de tapetes, jóias e especiarias. O ouro em abundância e as gemas coloridas enfeitavam os corpos  de mulheres  manipuladoras de ilusões, ópio e prazeres incompletos. As termas públicas e as tabernas preparavam homens e ninfas turcas com bálsamos excitantes e compotas de damascos e mel. Alguns nativos da Capadócia afirmam que a menina muçulmana é a reencarnação de uma entidade etrusca, e que já foi vista no topo de minaretes e nas cúpulas sagradas das basílicas , clamando aos deuses e aos homens que a libertem das garras afiadas de Constantinopla.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Gurgel de Oliveira&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-5638214108398422654?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/5638214108398422654/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2009/03/ninfa-de-bizancio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/5638214108398422654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/5638214108398422654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2009/03/ninfa-de-bizancio.html' title='A NINFA DE BIZÂNCIO - Para Silvana Moura'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-5420066578584458867</id><published>2009-03-13T09:59:00.000-07:00</published><updated>2010-04-17T14:42:57.997-07:00</updated><title type='text'>SEXTA-FEIRA13</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Vamos torcer para que as guerras não aconteçam e as mães não tenham que chorar pelos os seus soldados mortos.Vamos rezar e depositar flores brancas nos túmulos dos que se foram amarrados em bombas, defendendo o fundamentalismo religioso.Vamos ver filmes, ler livros e passear em sites que nos remetam ao prazer de viver pacificamente...simplesmente. Hoje é sexta-feira 13. Os mercados populares da cidade exalam cheiros e odores de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;mandingas&lt;/span&gt; preparadas pelos sábios senhores, detentores dos segredos das ervas e dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;dialetos&lt;/span&gt; falados e cantados nos rituais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;banto&lt;/span&gt;. O hábito de carregar um galho de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;arruda&lt;/span&gt; atrás da orelha torna-se obrigatórioentre os que acreditam que o dia de hoje não trará doçuras. Mas não percamos as esperanças.As estrelas brilharão mais tarde e a noite nos trará o consolo que necessitamos para uma boa madrugada de sono . A lua cheia nos dará forças para que possamos atravessar a tarde com elegância e vontade de beijar o pôr-do-sol. Que a sorte nos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;abrace e&lt;/span&gt; cubra os nossos corpos  com pétalas de rosas ocidentais; afinal, o dia hoje não está para brincadeiras...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Gurgel&lt;/span&gt; de Oliveira&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-5420066578584458867?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/5420066578584458867/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2009/03/sexta-feira13.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/5420066578584458867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/5420066578584458867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2009/03/sexta-feira13.html' title='SEXTA-FEIRA13'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-8203266679649022449</id><published>2009-03-11T07:01:00.000-07:00</published><updated>2010-04-17T14:49:57.932-07:00</updated><title type='text'>SOBRE VERDADES E CASARÕES</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Palavras presas em cartazes que não anunciam nada. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Propagandas&lt;/span&gt; de prazeres baratos para todas as etnias e nacionalidades. Homens polacos em busca de coxas malhadas e sem nenhuma instrução. Lugares que oferecem de tudo, inclusive o calor proibido dos famosos quartos marroquinos. Bares e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;botecos&lt;/span&gt; que acolhem Pedro, João, Francisco e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Helenas&lt;/span&gt; loucas por um beijo molhado vindo dos mares asiáticos. Monumento em arenito, coluna &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;oitavada&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;toscana&lt;/span&gt; revestida com azulejos portugueses do século XVIII encimada por adornos em porcelana branca. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Casarões&lt;/span&gt; seculares que guardam nos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;cômodos&lt;/span&gt; curiosas histórias de herdeiros da colonização. Pessoas que passam, sem destino certo, às vezes desesperadas, às vezes caladas e, muitas vezes, cansadas de uma existência medíocre e sem nenhum sentido. Ruas estreitas e becos com cheiros fortes, mas com um pouco de encanto. Tenho todas estas coisas no lugar onde moro. Aos domingos, quando o sol insiste em partir deixando um raio de melancolia, fica o desejo de uma segunda-feira menos dura e mais próspera, em algum canto dos nossos olhos. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Gurgel de Oliveira&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-8203266679649022449?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/8203266679649022449/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2009/03/sobre-verdades-e-casaroes.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/8203266679649022449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/8203266679649022449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2009/03/sobre-verdades-e-casaroes.html' title='SOBRE VERDADES E CASARÕES'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-2425687273356324532</id><published>2009-03-10T08:28:00.000-07:00</published><updated>2010-04-17T15:01:05.956-07:00</updated><title type='text'>Os Quatro Cavaleiros</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;À sombra da frondosa amendoeira, os quatro cavaleiros descansam e desfiam o segredo dos oráculos. Espadas de cortes mágicos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;refletem&lt;/span&gt; o semblante austero do grande senhor de todos os feiticeiros. E a mulher de olhos cristalizados risca os caminhos de um futuro próspero em volta das pedras que cobrem o chão. É no pequeno espaço de tempo que separa os trovões dos relâmpagos que a frondosa amendoeira entorpece as suas folhas em suaves perfumes. E os quatro  cavaleiros, a bordo de antílopes, partem para longas e inimagináveis viagens,  conduzidos e confortados por uma fina e imprevisível neblina...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Gurgel&lt;/span&gt; de Oliveira&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-2425687273356324532?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/2425687273356324532/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2009/03/os-quatro-cavaleiros.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/2425687273356324532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/2425687273356324532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2009/03/os-quatro-cavaleiros.html' title='Os Quatro Cavaleiros'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-4423534180217593239</id><published>2009-03-09T10:22:00.001-07:00</published><updated>2010-04-17T15:08:17.311-07:00</updated><title type='text'>A CIDADE E AS PESSOAS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A cidade acorda agitada. A mulher das ruas carrega pedaços de imagens barrocas nas mãos sujas que já embalaram crianças. Por onde andarão as crianças que brincavam de desenhar cavalos  nos vestidos longos de seda que dormiam aprisionados em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;vitrines&lt;/span&gt; frias e sem cores? Pessoas correm e a cidade acorda ainda mais...A sarjeta se esconde e carrega para dentro dos esgotos a sede de fantasia e o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;sêmen&lt;/span&gt; da noite anterior...do dia anterior que virou noite e transformou esquinas e praças em parques de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;perversão&lt;/span&gt;. Um velhinho sábio e experiente passa para um outro plano. A família se reúne para comemorar a passagem e chorar as cores  das colagens que já fazem parte da parede do apartamento. Livros e cantigas se misturam com as brincadeiras de quintal. A infância do viajante é resgatada como um circo órfão  povoado pelos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;malabaristas&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;sertanejos&lt;/span&gt; e bailarinas embriagadas com tantas fantasias. Todos comem muito e a cidade continua agitada. A fotógrafa arruma na mesa da sala de jantar &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;registros&lt;/span&gt; de imagens e viagens que nunca vão nos permitir esquecer que a vida é um conjunto de olhares famintos, espalhados pelos lugares que dormem, acordam e suspiram todos os dias.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Gurgel de Oliveira&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-4423534180217593239?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/4423534180217593239/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2009/03/cidade-e-as-pessoas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/4423534180217593239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/4423534180217593239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2009/03/cidade-e-as-pessoas.html' title='A CIDADE E AS PESSOAS'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-150752480070540010</id><published>2009-02-24T11:04:00.000-08:00</published><updated>2010-04-17T15:15:05.657-07:00</updated><title type='text'>O Menino Azul</title><content type='html'>Um cheiro adocicado de ervas desliza pelas cortinas da noite e embala, com uma suave alegria, as paredes brancas do velho quarto de dormir...&lt;br /&gt;Imagens de anjos saltam dos olhos da mulher antiga e bailam no assoalho dos corredores frios e urgentes...&lt;br /&gt;O relógio de madeira estrangeira, anfitrião da sesta, anuncia com elegância &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;européia&lt;/span&gt; um longo período de horas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;intranquilas&lt;/span&gt;...&lt;br /&gt;E o menino azul, de passado turquesa e olhos da cor dos mares, borda cavalos negros no tapete que descansa num canto significativo da sala de jantar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Gurgel&lt;/span&gt; de Oliveira&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-150752480070540010?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/150752480070540010/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2009/02/o-menino-azul.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/150752480070540010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/150752480070540010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2009/02/o-menino-azul.html' title='O Menino Azul'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-7520023705178054757</id><published>2009-02-11T11:19:00.000-08:00</published><updated>2010-04-17T15:22:25.126-07:00</updated><title type='text'>ENTERRO DE REDE</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A frágil luminosidade que banha o cair da tarde abraça as ruelas do pequeno vilarejo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A rede manchada pelo tempo carrega o corpo do senhor morto, pelos caminhos de terra seca da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;caatinga&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lágrimas de saudade ajudam a compor os rostos dos familiares que mais parecem réplicas de ex-votos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E um sentimento de perda ecoa pelas portas da estreita capela durante o ritual de corpo presente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enquanto o tempo vai passando construindo os sonhos dos mortos e matando a fome da boca da noite...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Gurgel&lt;/span&gt; de Oliveira&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-7520023705178054757?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/7520023705178054757/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2009/02/enterro-de-rede.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/7520023705178054757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/7520023705178054757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2009/02/enterro-de-rede.html' title='ENTERRO DE REDE'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-552873674454670311</id><published>2009-02-09T04:32:00.000-08:00</published><updated>2010-04-17T15:24:19.253-07:00</updated><title type='text'>HALLOWEEN</title><content type='html'>A cidade, sonolenta, foi tragada pelas feiticeiras.&lt;br /&gt;Os prédios foram vestidos com roupas pretas e silêncio.&lt;br /&gt;E as praças, esvaziadas e escuras, esconderam suas estátuas em caixas repletas de dúvidas.&lt;br /&gt;Nada mais se ouviu. Os cinemas fecharam em clima de oração.&lt;br /&gt;Os mendigos, de rostos podres e linguas embriagadas, fizeram dos muros grafitados esconderijos de medo.&lt;br /&gt;Tudo virou feitiço na cidade fantasma.&lt;br /&gt;O teatro, de fachada imponente e desenhos seculares, mastigou os seus atores e cuspiu sementes na platéia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gurgel de oliveira&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-552873674454670311?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/552873674454670311/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2009/02/halloween.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/552873674454670311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/552873674454670311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2009/02/halloween.html' title='HALLOWEEN'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7510826970698255279.post-4828136627656907252</id><published>2009-02-06T05:30:00.000-08:00</published><updated>2010-04-17T15:42:38.018-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gurgel de Oliveira'/><title type='text'>Dona Maria das Dores</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Dona Maria prepara o café quando a casa ainda dorme.  No quintal, as primeiras luzes do dia despertam lembranças e  épocas  remotas. O cachorro corre para todos os lados da casa. Nas ruas, os vendedores de sonhos e promessas desenham um futuro cheio de surpresas e passam, vagarosamente, exibindo roupas velhas, guardiãs de muitas conversas e alvoradas de domingo. Dona Maria arruma a mesa como se fosse a última refeição. As dores fortes nas pernas são o prenúncio  de manhãs  inválidas ,  com unguentos e bastante água quente. O tempo é retratado na parede  da sala exibindo fotos dos antigos moradores do casarão. Dona Maria, com o seu experiente olhar,   carrega sua angústia pelos   corredores enquanto os seus atuais moradores acordam, embalados por bocejos e sonhos imemoriais. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Gurgel de Oliveira&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7510826970698255279-4828136627656907252?l=artehistoriacinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/feeds/4828136627656907252/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2009/02/dona-maria-das-dores.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/4828136627656907252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7510826970698255279/posts/default/4828136627656907252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artehistoriacinema.blogspot.com/2009/02/dona-maria-das-dores.html' title='Dona Maria das Dores'/><author><name>Arte, História e Canções para Virginia Woolf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13409990254336697692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_g5ZOw_dw7yw/SYw4R0v1W6I/AAAAAAAAAAc/LQSR6ZeAvaM/S220/foto2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
